Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
''Apesar de décadas de experiência epidemiológica e clínica com sífilis materna e congênita, ambas continuam a ser importantes problemas de saúde pública no Brasil e no resto das Américas. Em 2010, com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS), os Estados-Membros da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) aprovaram a Estratégia e Plano de Ação para a Eliminação da Transmissão materno-infantil do HIV e da Sífilis Congênita, com o objetivo de reduzir a incidência de sífilis congênita para ≤0,5 casos para 1.000 nascidos vivos em 2015.'' (Fonte: Em tempo: a persistência da sífilis congênita no Brasil --- Mais avanços são necessários! Revista Paulista de Pediatria - 2016; 34(3):251:253). Em relação às ações preconizadas para eliminação da sífilis congênita, marque a opção incorreta:
Gestante com sífilis → tratar parceiro(s) sexual(is) INDEPENDENTE do resultado do teste dele(s) para evitar reinfecção.
Para a eliminação da sífilis congênita, é fundamental tratar todos os parceiros sexuais da gestante com sífilis, independentemente do resultado do teste do parceiro. Isso visa prevenir a reinfecção da gestante e, consequentemente, a transmissão vertical. A não realização do tratamento do parceiro é uma das principais causas de falha na prevenção da sífilis congênita.
A sífilis congênita continua sendo um grave problema de saúde pública no Brasil e nas Américas, apesar dos esforços para sua eliminação. É uma doença prevenível que ocorre pela transmissão vertical do Treponema pallidum da gestante infectada para o feto. A prevenção eficaz depende de um pré-natal de qualidade, com diagnóstico e tratamento oportunos da gestante e seus parceiros. As ações preconizadas para a eliminação da sífilis congênita incluem a testagem universal para sífilis em todas as gestantes na primeira consulta do pré-natal, no terceiro trimestre e no momento do parto ou abortamento, independentemente de testes prévios. O diagnóstico precoce permite o tratamento imediato com penicilina benzatina, que é o único antibiótico com eficácia comprovada na prevenção da transmissão vertical. Um ponto crítico e frequentemente negligenciado é o tratamento do(s) parceiro(s) sexual(is) da gestante com sífilis. É imperativo que o parceiro seja tratado, independentemente do resultado do seu teste para sífilis, para evitar a reinfecção da gestante e garantir a interrupção da cadeia de transmissão. A falha no tratamento do parceiro é uma das principais causas de sífilis congênita, ressaltando a importância de uma abordagem abrangente e integrada no cuidado pré-natal.
O tratamento do parceiro é crucial para evitar a reinfecção da gestante, que poderia levar à falha do tratamento e à persistência do risco de sífilis congênita. Mesmo que o parceiro seja assintomático ou tenha um teste negativo, o tratamento é recomendado.
A gestante deve ser testada para sífilis na primeira consulta do pré-natal e, no mínimo, mais uma vez no terceiro trimestre (preferencialmente no início do terceiro trimestre). Em áreas de alta prevalência ou em situações de risco, testes adicionais podem ser indicados.
O tratamento de escolha para sífilis em gestantes e seus parceiros é a penicilina benzatina, na dose adequada para o estágio clínico da doença. É o único medicamento que comprovadamente previne a sífilis congênita.
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