HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Entre as doenças em que ocorre a transmissão vertical está a sífilis. Assinale a alternativa correta.
Sífilis congênita → ↑ abortos, natimortos, prematuros e manifestações clínicas graves no RN.
A sífilis congênita é uma doença grave causada pela transmissão vertical do Treponema pallidum da mãe para o feto. Ela pode ocorrer em qualquer fase da gestação e está associada a desfechos gestacionais adversos, como aborto espontâneo, natimortalidade, prematuridade e uma ampla gama de manifestações clínicas no recém-nascido.
A sífilis congênita é uma infecção sistêmica causada pelo Treponema pallidum, transmitida da mãe para o feto durante a gestação ou no parto. Apesar de ser uma doença prevenível e curável, sua incidência ainda é um problema de saúde pública no Brasil, refletindo falhas no pré-natal e no tratamento adequado das gestantes. As consequências da sífilis congênita são devastadoras, impactando negativamente a saúde materno-infantil. A transmissão vertical pode ocorrer em qualquer trimestre da gravidez, sendo mais provável nas fases mais precoces da infecção materna (primária e secundária), devido à maior carga bacteriana. No entanto, a transmissão ainda é possível nas fases latente e terciária. Os desfechos gestacionais adversos incluem um aumento significativo na incidência de abortos espontâneos, natimortos, partos prematuros e baixo peso ao nascer. Além disso, os recém-nascidos podem apresentar uma ampla gama de manifestações clínicas, desde formas assintomáticas até quadros graves com comprometimento multissistêmico. O diagnóstico precoce da sífilis na gestante e o tratamento adequado com penicilina benzatina são as medidas mais eficazes para prevenir a sífilis congênita. O tratamento do recém-nascido com sífilis congênita também é baseado em penicilina, com esquemas específicos dependendo da avaliação clínica e laboratorial. A vigilância epidemiológica e a educação em saúde são fundamentais para reduzir a incidência dessa doença e suas graves repercussões, sendo um tópico de extrema importância para a saúde pública e a prática médica.
A transmissão vertical da sífilis pode ocorrer em qualquer fase da gestação e em qualquer estágio da doença materna. A taxa de transmissão é maior nas fases primária e secundária da sífilis materna, mas ainda é significativa nas fases latente e terciária.
As manifestações podem ser precoces (até 2 anos) ou tardias (após 2 anos). As precoces incluem hepatoesplenomegalia, icterícia, lesões cutâneas (pênfigo palmoplantar), rinite sifilítica, osteocondrite e pseudoparalisia de Parrot. As tardias podem envolver dentes de Hutchinson, tíbia em sabre, nariz em sela e neurossífilis.
O tratamento da sífilis congênita no recém-nascido é feito com penicilina cristalina ou procaína, dependendo do caso. A prevenção é a medida mais eficaz e consiste no diagnóstico e tratamento adequado da sífilis na gestante e seu parceiro, idealmente antes do terceiro trimestre, com penicilina benzatina.
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