HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
Um recém-nascido, filho de mãe que não realizou pré-natal, apresenta hepatoesplenomegalia, petéquias e sufusões hemorrágicas, paralisia e dor à movimentação do membro superior direito, coriza sanguinolenta e descamação palmoplantar. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta o exame de escolha para o diagnóstico etiológico.
RN com hepatoesplenomegalia, petéquias, coriza sanguinolenta e descamação palmoplantar → Sífilis congênita. VDRL é o exame de escolha.
O quadro clínico descrito (hepatoesplenomegalia, petéquias, coriza sanguinolenta, descamação palmoplantar, paralisia/dor em membro) é altamente sugestivo de sífilis congênita precoce. O VDRL é o teste não treponêmico de escolha para triagem e acompanhamento, sendo fundamental para o diagnóstico etiológico nesse contexto.
A sífilis congênita é uma infecção grave transmitida verticalmente da mãe para o feto, causada pela bactéria Treponema pallidum. Sua ocorrência é um indicador da falha na assistência pré-natal e na saúde pública. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da gestante são cruciais para prevenir a transmissão e as sequelas no recém-nascido. O quadro clínico da sífilis congênita precoce (manifestações até os dois anos de vida) é polimorfo e pode incluir hepatoesplenomegalia, icterícia, anemia, lesões cutâneas (como pênfigo palmoplantar e rash maculopapular), coriza sanguinolenta (sífilis nasal), e alterações ósseas como osteocondrite e periostite, que podem se manifestar como dor e pseudoparalisia de membros. A paralisia e dor à movimentação do membro superior direito, descrita no caso, é um achado clássico de osteocondrite sifilítica. Diante de um recém-nascido com múltiplos sinais sugestivos de infecção congênita, especialmente com história de pré-natal inadequado ou ausente, a sífilis congênita deve ser fortemente considerada. O exame de escolha para o diagnóstico etiológico é o VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) do recém-nascido, que é um teste não treponêmico. A titulação do VDRL do RN, comparada à da mãe, é fundamental para definir a conduta terapêutica. Outros exames complementares podem incluir hemograma, líquor, radiografias de ossos longos e ultrassonografia de abdome.
Os sinais incluem hepatoesplenomegalia, icterícia, anemia, lesões cutâneas (pênfigo palmoplantar, rash maculopapular), coriza sanguinolenta, osteocondrite/periostite (pseudoparalisia de Parrot), e alterações neurológicas.
O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) é o exame não treponêmico de escolha para triagem e diagnóstico. Em caso de positividade, deve ser confirmado com um teste treponêmico (FTA-Abs ou TPHA) e avaliada a titulação materna e do RN.
A ausência de pré-natal impede o diagnóstico e tratamento da sífilis materna durante a gestação. A sífilis não tratada na mãe é a principal causa de sífilis congênita, que pode levar a graves sequelas ou óbito fetal/neonatal.
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