Sífilis: Diagnóstico e Tratamento conforme MS

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022

Enunciado

A Sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum e que, nos últimos anos tem sofrido uma reemergência em todo o mundo*. * Adaptado de Protocolo Clinico e Diretrizes Terapêuticas para atenção integral a pessoas com infecções sexualmente transmissíveis - Ministério da Saúde, Brasília, 2020. A respeito do diagnóstico e do manejo de Sífilis e com base nas atuais diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, considere as asserções abaixo:I - Com relação ao tempo de evolução da doença, a Sífilis pode ser dividida em Sífilis recente (Até 1 ano de evolução da doença) e Sífilis tardia (Após 1 ano de evolução. Esta classificação, porém, não é utilizada para fins de definição do esquema terapêutico, pois, para esta definição, é utilizada a classificação em primária, secundária, terciária e neurossífilis.II - Os testes laboratoriais não treponêmicos são os testes utilizados para acompanhamento sorológico e monitoramento do sucesso do tratamento. A queda dos seus títulos ao longo do tempo, dependendo da intensidade desta queda e do tempo transcorrido, pode ser utilizada um critério para a cura do paciente.III - Conforme as atuais diretrizes do Ministério da Saúde, a primeira escolha para o tratamento da Sífilis recente é a Penicilina Benzatina 1.200.000UI 1 ampola em cada glúteo em dose única, ao passo que, para a Sífilis tardia, a primeira escolha para o tratamento da Sífilis recente é a Penicilina Benzatina 1.200.000UI 1 ampola em cada glúteo por semana por 3 semanas.IV - Devido à alta efetividade do tratamento medicamentoso, o registro apropriado em prontuário do uso correto do tratamento conforme diretrizes atualmente vigente é suficiente e, atualmente, consiste no critério de cura da doença. Assinale abaixo a alternativa correta sobre as asserções acima:

Alternativas

  1. A) F-F-V-F.
  2. B) F-V-V-F.
  3. C) V-V-F-F.
  4. D) V-F-V-V.

Pérola Clínica

Sífilis: classificação para tratamento (primária/secundária/tardía) difere da evolução (recente/tardia).

Resumo-Chave

A classificação da sífilis em recente (até 1 ano) e tardia (após 1 ano) é importante para o prognóstico, mas a definição do esquema terapêutico é baseada na classificação clínica (primária, secundária, latente, terciária e neurossífilis), que determina a dose e duração da Penicilina Benzatina.

Contexto Educacional

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) de grande relevância epidemiológica, causada pelo Treponema pallidum. Sua reemergência global exige que profissionais de saúde estejam atualizados com as diretrizes de diagnóstico e manejo, especialmente as do Ministério da Saúde do Brasil. A doença possui diversas fases clínicas, o que impacta diretamente a abordagem terapêutica. O diagnóstico da sífilis envolve testes treponêmicos e não treponêmicos. Os testes não treponêmicos, como o VDRL, são cruciais para o acompanhamento sorológico e a avaliação da resposta ao tratamento, com a queda dos títulos sendo um indicador de cura. A classificação da doença em sífilis recente (até 1 ano de evolução) e sífilis tardia (após 1 ano) é importante, mas a definição do esquema terapêutico é baseada na classificação clínica (primária, secundária, latente, terciária, neurossífilis). O tratamento de escolha para todas as fases da sífilis, exceto em casos de alergia grave, é a Penicilina Benzatina. A dosagem e a duração variam conforme a fase da doença. Para sífilis recente, a dose é única, enquanto para sífilis tardia, são necessárias três doses semanais. O acompanhamento sorológico rigoroso é fundamental para confirmar a cura, e o registro em prontuário deve detalhar a adesão e a resposta ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Como a sífilis é classificada para fins de tratamento?

Para fins de tratamento, a sífilis é classificada em primária, secundária, latente recente, latente tardia, terciária e neurossífilis, cada uma com um esquema terapêutico específico, principalmente com Penicilina Benzatina.

Qual o papel dos testes não treponêmicos no acompanhamento da sífilis?

Testes não treponêmicos, como o VDRL, são utilizados para o acompanhamento sorológico e monitoramento do sucesso do tratamento. A queda dos títulos ao longo do tempo é um critério importante para a cura do paciente.

Qual o esquema de Penicilina Benzatina para sífilis recente e tardia?

Para sífilis recente (primária, secundária, latente recente), a Penicilina Benzatina é 2.400.000 UI IM em dose única (1.200.000 UI em cada glúteo). Para sífilis tardia (latente tardia, terciária), são 3 doses semanais de 2.400.000 UI IM.

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