Sífilis Adquirida: Tratamento e Seguimento Pós-Terapêutico

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020

Enunciado

Sobre a sífilis adquirida, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) A sífilis latente tardia deve ser tratada com penicilina G Benzatina 2.400.000 UI em IM semanais por três semanas.
  2. B) As lesões da sífilis secundárias são geralmente sistêmicas, e as manifestações cutâneas são pobres em Treponemas.
  3. C) A sífilis primária ocorre entre 10 e 90 dias após o contato sexual, suas lesões são ricas em treponemas, e deve ser tratada com Pencilina G Benzatina 1.200.000 UI IM em dose única.
  4. D) A sífilis é um agravo de notificação compulsória, assim como a dengue e a violência doméstica.
  5. E) O seguimento pós-tratamento de sífilis latente tardia na população geral é feito com realização de testes de VDRL trimestrais nos primeiros dois anos, e semestrais no terceiro ano.

Pérola Clínica

Sífilis latente tardia: tratamento com Penicilina G Benzatina 2.400.000 UI IM semanal por 3 semanas.

Resumo-Chave

O seguimento pós-tratamento da sífilis é crucial para avaliar a resposta terapêutica e identificar falhas. Para sífilis latente tardia na população geral, o VDRL é monitorado trimestralmente nos primeiros dois anos e semestralmente no terceiro ano, buscando a queda dos títulos.

Contexto Educacional

A sífilis adquirida é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria *Treponema pallidum*, que apresenta diversas fases clínicas com manifestações variadas. É um agravo de notificação compulsória no Brasil, refletindo sua importância epidemiológica e a necessidade de controle. O diagnóstico e tratamento corretos são cruciais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir complicações graves, incluindo a sífilis terciária e neurossífilis. O tratamento da sífilis depende da fase da doença. Para a sífilis latente tardia (com mais de um ano de infecção ou duração indeterminada), o esquema terapêutico padrão é a Penicilina G Benzatina 2.400.000 UI IM, administrada em três doses semanais. É fundamental que o tratamento seja completo e que os parceiros sexuais também sejam tratados. As lesões da sífilis primária (cancro duro) e secundária (roséola, condiloma lata) são ricas em treponemas, tornando-as altamente infecciosas. O seguimento pós-tratamento é tão importante quanto o tratamento em si. Para a sífilis latente tardia na população geral, o monitoramento é feito com VDRL trimestralmente nos primeiros dois anos e semestralmente no terceiro ano. A queda dos títulos em pelo menos duas diluições (ex: de 1:32 para 1:8) é indicativo de resposta terapêutica. A ausência de queda ou o aumento dos títulos pode indicar falha terapêutica ou reinfecção, exigindo reavaliação e, possivelmente, retratamento.

Perguntas Frequentes

Qual o tratamento recomendado para sífilis latente tardia?

A sífilis latente tardia deve ser tratada com Penicilina G Benzatina na dose de 2.400.000 UI, administrada por via intramuscular (IM) uma vez por semana, totalizando três doses semanais.

Como é feito o seguimento pós-tratamento da sífilis latente tardia?

O seguimento pós-tratamento da sífilis latente tardia na população geral é realizado com a realização de testes de VDRL trimestrais nos primeiros dois anos, e semestrais no terceiro ano, para monitorar a queda dos títulos e garantir a resposta terapêutica.

Quais as características das lesões da sífilis primária e secundária?

A sífilis primária se manifesta com o cancro duro, uma lesão única, indolor e rica em Treponemas, que surge de 10 a 90 dias após o contato. As lesões da sífilis secundária são geralmente sistêmicas, como o roséola sifilítica e condiloma lata, e também são ricas em Treponemas, ao contrário do que se pensa.

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