SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Sobre a sífilis adquirida, é correto afirmar que:
Sífilis latente tardia: tratamento com Penicilina G Benzatina 2.400.000 UI IM semanal por 3 semanas.
O seguimento pós-tratamento da sífilis é crucial para avaliar a resposta terapêutica e identificar falhas. Para sífilis latente tardia na população geral, o VDRL é monitorado trimestralmente nos primeiros dois anos e semestralmente no terceiro ano, buscando a queda dos títulos.
A sífilis adquirida é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria *Treponema pallidum*, que apresenta diversas fases clínicas com manifestações variadas. É um agravo de notificação compulsória no Brasil, refletindo sua importância epidemiológica e a necessidade de controle. O diagnóstico e tratamento corretos são cruciais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir complicações graves, incluindo a sífilis terciária e neurossífilis. O tratamento da sífilis depende da fase da doença. Para a sífilis latente tardia (com mais de um ano de infecção ou duração indeterminada), o esquema terapêutico padrão é a Penicilina G Benzatina 2.400.000 UI IM, administrada em três doses semanais. É fundamental que o tratamento seja completo e que os parceiros sexuais também sejam tratados. As lesões da sífilis primária (cancro duro) e secundária (roséola, condiloma lata) são ricas em treponemas, tornando-as altamente infecciosas. O seguimento pós-tratamento é tão importante quanto o tratamento em si. Para a sífilis latente tardia na população geral, o monitoramento é feito com VDRL trimestralmente nos primeiros dois anos e semestralmente no terceiro ano. A queda dos títulos em pelo menos duas diluições (ex: de 1:32 para 1:8) é indicativo de resposta terapêutica. A ausência de queda ou o aumento dos títulos pode indicar falha terapêutica ou reinfecção, exigindo reavaliação e, possivelmente, retratamento.
A sífilis latente tardia deve ser tratada com Penicilina G Benzatina na dose de 2.400.000 UI, administrada por via intramuscular (IM) uma vez por semana, totalizando três doses semanais.
O seguimento pós-tratamento da sífilis latente tardia na população geral é realizado com a realização de testes de VDRL trimestrais nos primeiros dois anos, e semestrais no terceiro ano, para monitorar a queda dos títulos e garantir a resposta terapêutica.
A sífilis primária se manifesta com o cancro duro, uma lesão única, indolor e rica em Treponemas, que surge de 10 a 90 dias após o contato. As lesões da sífilis secundária são geralmente sistêmicas, como o roséola sifilítica e condiloma lata, e também são ricas em Treponemas, ao contrário do que se pensa.
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