UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
A sífilis vem aumentando sua incidência e estima-se 900 mil novos casos por ano no Brasil, além do que não é notificado adequadamente. diante disso, pode-se afirmar que:
Cura sífilis → VDRL no 3º, 6º e 12º mês pós-tratamento, com queda de 4 títulos ou negativação.
O acompanhamento sorológico da sífilis após o tratamento é crucial para confirmar a cura e identificar falha terapêutica ou reinfecção. A queda de pelo menos 4 títulos do VDRL (ex: 1:32 para 1:8) ou a negativação do teste em 12 meses (ou 24 meses para sífilis tardia) são critérios de cura.
A sífilis, causada pela bactéria *Treponema pallidum*, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) com incidência crescente no Brasil, representando um sério problema de saúde pública, especialmente devido à sífilis congênita. O diagnóstico é feito por testes treponêmicos (rápidos ou ELISA) e não treponêmicos (VDRL, RPR), sendo o VDRL crucial para o acompanhamento da atividade da doença e da resposta ao tratamento. O tratamento de escolha para todas as fases da sífilis é a penicilina G benzatina, com doses e esquemas variando conforme o estágio da doença. Para gestantes, a penicilina é o único tratamento recomendado, pois é o único que comprovadamente previne a sífilis congênita. Outros antibióticos, como a doxiciclina, são contraindicados na gestação devido aos riscos fetais e à falta de eficácia comprovada na prevenção da transmissão vertical. O acompanhamento sorológico pós-tratamento é fundamental para confirmar a cura e detectar falhas terapêuticas ou reinfecções. O VDRL deve ser solicitado no 3º, 6º e 12º mês após o tratamento (e a cada 3 meses para gestantes). A queda de pelo menos 4 títulos (ex: de 1:32 para 1:8) ou a negativação do VDRL em 12 meses (ou 24 meses para sífilis tardia) são considerados critérios de cura. A ausência de queda ou um aumento de títulos sugere falha terapêutica ou reinfecção, exigindo retratamento.
A cura é confirmada pela queda de pelo menos 4 títulos do VDRL (ou teste não treponêmico) em 12 meses para sífilis primária, secundária e latente recente, ou em 24 meses para sífilis latente tardia/terciária, ou pela negativação do teste.
A penicilina G benzatina é o único antibiótico com eficácia comprovada na prevenção da sífilis congênita, pois atravessa a barreira placentária e trata o feto in utero, sendo segura para a gestante e o bebê.
O acompanhamento sorológico com VDRL deve ser mensal durante toda a gestação após o tratamento, para monitorar a resposta terapêutica e identificar precocemente reinfecções ou falha terapêutica.
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