UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Na asma é CORRETO afirmar que:
Sibilância em lactentes é comum e autolimitada; maioria não evolui para asma persistente.
A sibilância nos primeiros anos de vida é um achado frequente, muitas vezes associada a infecções virais, e não necessariamente indica o desenvolvimento futuro de asma. É crucial diferenciar os fenótipos de sibilância para um prognóstico adequado.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. A sibilância, um dos seus principais sintomas, é extremamente comum nos primeiros anos de vida, com aproximadamente 50% das crianças apresentando pelo menos um episódio. É crucial para o residente entender que a maioria dessas crianças não desenvolverá asma persistente, mas sim um quadro de sibilância transitória, frequentemente associada a infecções virais. A fisiopatologia da sibilância em lactentes é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e infecções virais. O diagnóstico diferencial é amplo, incluindo bronquiolite, refluxo gastroesofágico, malformações congênitas e aspiração de corpo estranho. A suspeita de asma deve ser maior em crianças com sibilância recorrente, história familiar de atopia, eczema ou eosinofilia. O manejo inicial da sibilância em lactentes foca no suporte e tratamento dos sintomas. Para asma confirmada, o tratamento inclui broncodilatadores de curta ação e, se necessário, corticosteroides inalatórios. O prognóstico varia conforme o fenótipo, sendo a sibilância transitória geralmente benigna e a asma atópica requerendo acompanhamento a longo prazo.
Os principais fenótipos incluem sibilância transitória precoce, sibilância persistente não atópica e asma atópica. A diferenciação ajuda no prognóstico e manejo.
A sibilância viral é frequentemente desencadeada por infecções respiratórias e tende a ser autolimitada. A asma, por sua vez, pode ter gatilhos variados, histórico familiar de atopia e persistir após os 3 anos.
Fatores como história familiar de asma ou atopia, eczema, sensibilização a alérgenos e sibilância frequente após os 3 anos aumentam o risco de asma persistente.
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