Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2023
Lactente de 8 meses de idade, do sexo masculino, nascido com 37 semanas de idade gestacional, com peso de nascimento de 2400 g. Segundo a mãe, o bebê teve, até o momento, três episódios de chiado no peito com tosse e coriza. No último episódio, houve febre baixa. Já precisou ir três vezes ao Pronto-Atendimento, quando foi prescrito salbutamol inalatório, sem necessidade internação hospitalar. A mãe é tabagista e nega história de asma ou atopia na família. A criança frequenta a creche há 3 meses. No momento, o bebê está assintomático e o exame físico não tem alterações. Peso e estatura no percentil 30. Qual o diagnóstico e a terapêutica são mais adequados a esse paciente?
Lactente sibilante <3 anos, sem atopia/asma familiar, com fatores de risco (prematuridade, tabagismo) → Sibilância Transitória.
A sibilância transitória da infância é comum em lactentes, especialmente naqueles com fatores como prematuridade, baixo peso ao nascer e exposição ao tabagismo materno. Caracteriza-se por episódios recorrentes de chiado que tendem a desaparecer até os 3-6 anos de idade, sem desenvolver asma. O manejo foca no tratamento das exacerbações e na eliminação de fatores de risco.
A sibilância em lactentes é uma queixa comum na pediatria, e a sibilância transitória da infância representa um subtipo frequente, especialmente em crianças menores de 3 anos. Caracteriza-se por episódios recorrentes de chiado, geralmente desencadeados por infecções virais, que tendem a se resolver espontaneamente com o crescimento. A epidemiologia mostra uma maior prevalência em lactentes nascidos prematuros, com baixo peso e expostos ao tabagismo passivo, sendo crucial para o residente reconhecer esses fatores. O diagnóstico da sibilância transitória é clínico, baseado na história e exclusão de outras causas de sibilância. Diferencia-se da asma precoce pela ausência de atopia familiar ou pessoal e pela resolução espontânea dos sintomas. A fisiopatologia está relacionada a vias aéreas menores e mais reativas em lactentes, que se tornam mais calibrosas com o tempo. É importante suspeitar quando o lactente apresenta episódios de chiado sem outros sinais de gravidade ou comorbidades significativas. O tratamento da sibilância transitória é primariamente de suporte, com broncodilatadores de curta ação para alívio sintomático durante as exacerbações. A orientação familiar sobre o bom prognóstico e a eliminação de fatores de risco ambientais, como o tabagismo, são pilares da conduta. Não há indicação para uso rotineiro de corticosteroides inalatórios ou montelucaste, que são reservados para casos de asma ou sibilância persistente com fatores de risco para asma.
A sibilância transitória é diagnosticada em lactentes com episódios recorrentes de chiado, geralmente associados a infecções virais, que iniciam antes dos 3 anos de idade e tendem a desaparecer espontaneamente até os 3-6 anos. Fatores como prematuridade, baixo peso ao nascer e exposição ao tabaco são comuns, e a ausência de história familiar de atopia ou asma é um diferencial importante.
O tratamento é principalmente de suporte, focado no manejo das exacerbações com broncodilatadores de curta ação (como salbutamol) conforme necessário. É crucial orientar a família sobre o bom prognóstico da condição e a importância de eliminar fatores de risco ambientais, como o tabagismo materno.
A diferenciação envolve a avaliação de fatores de risco. A sibilância transitória é mais comum em crianças com prematuridade, baixo peso e exposição ao tabaco, sem história familiar de atopia. A asma precoce, por outro lado, está mais associada a história familiar de atopia/asma, dermatite atópica e eosinofilia, e tende a persistir além dos 6 anos.
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