SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2022
Menino, 1 ano e 6 meses de idade, apresenta broncoespasmo toda vez que tem infecção de vias aéreas. No último ano, foram 5 episódios com avaliação em Pronto Atendimento. Nascido a termo, saudável até os 6 meses de idade, quando foi internado por 5 dias com diagnóstico de bronquiolite viral aguda. Permaneceu em leito de enfermaria e recebeu oxigênio em máscara e hidratação. É o primeiro filho e os pais são saudáveis, não fumantes. A hipótese diagnóstica mais adequada ao quadro apresentado é
Lactente com sibilância recorrente pós-infecção viral, sem atopia familiar, sugere sibilância recorrente pós-viral.
A sibilância recorrente em lactentes e pré-escolares é frequentemente desencadeada por infecções virais, especialmente após um episódio de bronquiolite. Nesses casos, a ausência de história familiar de atopia ou outros fatores de risco para asma sugere um fenótipo de sibilância transitória ou pós-viral, que tende a melhorar com a idade.
A sibilância em lactentes e pré-escolares é uma queixa comum na pediatria, e seu manejo requer uma compreensão dos diferentes fenótipos. A sibilância recorrente pós-viral é caracterizada por episódios de broncoespasmo desencadeados por infecções virais, especialmente após um quadro de bronquiolite viral aguda, como o caso descrito. Este fenótipo é muito comum e, na maioria das vezes, tem um bom prognóstico, com resolução espontânea por volta dos 3 a 6 anos de idade. O diagnóstico diferencial da sibilância recorrente em crianças pequenas é amplo e inclui asma brônquica, refluxo gastroesofágico, aspiração de corpo estranho, fibrose cística, imunodeficiências, malformações congênitas e bronquiolite obliterante. No entanto, a história clínica de broncoespasmo exclusivamente associado a infecções virais, sem outros sinais de atopia ou comorbidades graves, aponta fortemente para a sibilância pós-viral. O manejo inicial envolve o tratamento sintomático dos episódios agudos com broncodilatadores. A prevenção de infecções virais e a educação dos pais são importantes. É crucial reavaliar periodicamente a criança para identificar a persistência dos sintomas ou o surgimento de novos fatores de risco que possam indicar uma transição para o fenótipo de asma persistente, que exigiria um tratamento de manutenção diferente.
Os principais fenótipos incluem sibilância transitória (associada a vias aéreas pequenas), sibilância persistente não atópica (pós-viral) e sibilância persistente atópica (asma).
A suspeita de asma é maior se houver história familiar de atopia, dermatite atópica, rinite alérgica, eosinofilia ou sibilância grave e persistente que não melhora com a idade.
A bronquiolite obliterante é uma doença rara e grave, caracterizada por obstrução irreversível das pequenas vias aéreas, geralmente após infecção grave (adenovírus). A sibilância pós-viral é mais comum e tende a ser autolimitada, com melhora progressiva.
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