CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Pedro, 6 anos de idade, que desde os 8 meses de idade, apresenta episódios de sibilância recorrente. No início da noite fez uso de beclometasona inalatória em dose baixa, com auxílio de espaçador. Com piora do quadro, procurou o serviço de Emergência Pediátrica. Mãe relata que em todos os episódios anteriores foi necessário o uso de corticoide (PREDNISOLONA) via oral, para resolução do quadro. Podemos considerar características, para prever, se a sibilância recorrente na criança, irá persistir na vida adulta. Assinale a alternativa CORRETA.
Sibilância persistente na vida adulta = API positivo (critérios maiores: asma parental, eczema; critérios menores: rinite, eosinofilia, sibilância sem resfriado).
O Índice Preditivo de Asma (API) é uma ferramenta clínica que ajuda a identificar crianças com sibilância recorrente que têm maior probabilidade de desenvolver asma persistente na vida adulta, baseando-se em critérios maiores e menores de atopia e histórico familiar.
A sibilância recorrente na infância é um desafio diagnóstico e terapêutico comum na pediatria. Embora muitos episódios de sibilância sejam transitórios e associados a infecções virais, uma parcela significativa das crianças desenvolverá asma persistente na vida adulta. A identificação precoce desses pacientes é crucial para um manejo adequado e para a prevenção de complicações a longo prazo. O Índice Preditivo de Asma (API) é uma ferramenta validada que auxilia nessa estratificação de risco. O API classifica as crianças com sibilância recorrente em alto ou baixo risco de desenvolver asma persistente aos 6-13 anos de idade. Um API positivo é definido pela presença de um critério maior (diagnóstico de asma em um dos pais ou diagnóstico de eczema atópico na criança) ou dois critérios menores (sibilância sem resfriado, eosinofilia sanguínea ≥ 4% ou diagnóstico de rinite alérgica). A presença de eczema e rinite em menores de 3 anos, como na alternativa correta, são fortes indicadores de atopia e, portanto, de um API positivo. Compreender e aplicar o API na prática clínica permite aos pediatras e residentes identificar precocemente as crianças com maior probabilidade de asma persistente. Isso possibilita um acompanhamento mais intensivo, educação familiar sobre gatilhos e, se necessário, a introdução de terapia controladora, como corticosteroides inalatórios, visando melhorar o controle da doença e a qualidade de vida.
O API inclui critérios maiores (diagnóstico de asma em um dos pais, diagnóstico de eczema atópico na criança) e critérios menores (sibilância sem resfriado, eosinofilia sanguínea ≥ 4%, rinite alérgica). Um API positivo indica maior risco de asma persistente.
A previsão da persistência da sibilância ajuda a identificar crianças que se beneficiarão de um acompanhamento mais rigoroso e, potencialmente, de intervenções precoces, otimizando o manejo da doença e melhorando o prognóstico a longo prazo.
Os fatores de risco incluem história familiar de atopia, exposição a alérgenos e irritantes (como fumaça de cigarro), infecções virais respiratórias frequentes, prematuridade e baixo peso ao nascer.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo