UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2021
Mulher, 23a, procura atendimento médico com dor na região submandilar esquerda quando mastiga. Nega febre. Exame físico: Cavidade oral: tumefação de consistência fibroelástica, de 2 cm, no assoalho da boca; em região da desembocadura do ducto de Wharton palpa-se nódulo endurecido de 3 mm.A HIPOTESE DIAGNÓSTICA É:
Dor submandibular ao mastigar + nódulo palpável em ducto de Wharton → Sialolítiase.
A sialolítiase é a formação de cálculos (sialolitos) dentro dos ductos ou parênquima das glândulas salivares, sendo a glândula submandibular (ducto de Wharton) a mais acometida. A dor e o inchaço na região da glândula, que pioram durante as refeições (devido ao aumento da produção de saliva), são sintomas clássicos, e a palpação de um nódulo endurecido no ducto confirma a suspeita.
A sialolítiase, ou cálculo salivar, é a causa mais comum de obstrução das glândulas salivares maiores, afetando predominantemente a glândula submandibular (80-90% dos casos). Os sialolitos são formados pela precipitação de sais de cálcio ao redor de um núcleo orgânico. A condição é mais frequente em adultos jovens e de meia-idade. A apresentação clínica típica envolve dor e inchaço na região da glândula afetada, que se intensificam durante as refeições ou ao pensar em comida, devido ao estímulo da produção salivar e à consequente obstrução do fluxo. A palpação de um nódulo endurecido na desembocadura do ducto de Wharton (para glândula submandibular) é um achado diagnóstico chave. A ausência de febre sugere uma sialadenite não supurativa inicial. O tratamento inicial é conservador, com hidratação, massagem da glândula, sialogogos (para estimular o fluxo salivar) e analgésicos. Em casos de infecção secundária (sialadenite), antibióticos são indicados. Se o cálculo for pequeno e superficial, pode ser removido por via oral. Cálculos maiores ou impactados podem exigir intervenção cirúrgica, como a sialoendoscopia ou a excisão da glândula em casos refratários.
Os sintomas incluem dor e inchaço na região da glândula salivar afetada, que pioram durante ou após as refeições, devido à obstrução do fluxo salivar pelo cálculo. Pode haver também xerostomia e infecção secundária.
A glândula submandibular é mais propensa devido à natureza mais espessa e alcalina de sua saliva, ao ducto de Wharton ser mais longo e tortuoso, e à gravidade que favorece a estase salivar, facilitando a formação de cálculos.
O diagnóstico é clínico, com a palpação do cálculo, e pode ser confirmado por exames de imagem como radiografia oclusal, ultrassonografia ou sialografia, que visualizam o sialolito e avaliam a extensão da obstrução.
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