UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
São eventos relacionados à diminuição da sexualidade com o envelhecimento:
Envelhecimento e sexualidade: fatores culturais, redução da lubrificação e ardência pós-coital são causas comuns de diminuição.
A diminuição da sexualidade com o envelhecimento é multifatorial, envolvendo aspectos culturais, sociais e biológicos. A redução da lubrificação vaginal e a ardência pós-coital são queixas comuns em mulheres, impactando diretamente a qualidade da vida sexual.
A sexualidade é uma dimensão importante da qualidade de vida humana em todas as idades, incluindo o envelhecimento. Contudo, é comum observar uma diminuição da atividade sexual ou da satisfação com a sexualidade à medida que as pessoas envelhecem, um fenômeno influenciado por uma complexa interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais. Entre os fatores biológicos, destacam-se as alterações hormonais, como a diminuição do estrogênio em mulheres (levando à atrofia vaginal, ressecamento e ardência pós-coital) e a redução da testosterona em homens. Além disso, comorbidades crônicas (diabetes, doenças cardiovasculares), uso de medicamentos (anti-hipertensivos, antidepressivos) e cirurgias podem impactar negativamente a função sexual. Aspectos psicossociais e culturais também desempenham um papel crucial. A falta de parceria, a qualidade do relacionamento, a autoimagem, a depressão e os estigmas sociais sobre a sexualidade na velhice podem ser barreiras significativas. É fundamental que profissionais de saúde abordem a sexualidade de forma aberta e respeitosa com seus pacientes idosos, oferecendo suporte e tratamento para melhorar sua qualidade de vida sexual.
As principais mudanças incluem a atrofia vaginal devido à diminuição do estrogênio, resultando em ressecamento, perda de elasticidade, dispareunia (dor na relação sexual) e ardência pós-coital.
Fatores culturais e sociais, como estigmas sobre a sexualidade na terceira idade, falta de privacidade em instituições e a perda de parceiros, podem levar à inibição ou diminuição da atividade sexual, mesmo com desejo.
As abordagens incluem terapia de reposição hormonal (se indicada), lubrificantes vaginais, hidratantes, fisioterapia pélvica, aconselhamento sexual e tratamento de comorbidades que afetam a função sexual (ex: diabetes, doenças cardiovasculares).
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