UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
Mulher de 37 anos com gestação dupla na 22ª semana relata que as modificações corporais ocorridas na gestação provocam sentimentos ambivalentes com relação à sexualidade. Neste contexto, é CORRETO afirmar que
Maior vascularização pélvica na gestação ↑ tensão sexual e pode intensificar orgasmos.
As alterações fisiológicas da gestação, como o aumento da vascularização pélvica e a congestão dos órgãos genitais, podem levar a uma maior sensibilidade e tensão sexual, intensificando a resposta orgástica em algumas mulheres, apesar das modificações corporais.
A sexualidade na gestação é um tema complexo e multifacetado, influenciado por uma série de fatores físicos, hormonais, psicológicos e sociais. As modificações corporais, como o aumento do volume uterino, ganho de peso e congestão mamária, podem gerar sentimentos ambivalentes e impactar a autoimagem e o desejo sexual da mulher. No entanto, é importante reconhecer que a gravidez não necessariamente diminui a sexualidade, podendo, para algumas mulheres, até intensificá-la. Fisiologicamente, a gestação é marcada por um aumento significativo da vascularização pélvica e da congestão dos órgãos genitais, o que pode levar a uma maior sensibilidade e excitação sexual. Essa maior vascularização pode resultar em uma tensão sexual aumentada e orgasmos mais intensos. As mamas também se tornam mais sensíveis devido à congestão e ao aumento do volume, o que pode ser erótico para algumas mulheres e doloroso para outras. É fundamental que os profissionais de saúde abordem a sexualidade na gestação de forma aberta e acolhedora, desmistificando tabus e fornecendo informações corretas. As contrações uterinas no orgasmo são fisiológicas e, em gestações sem complicações, não representam risco de dilatação cervical ou parto prematuro. O conforto na penetração pode variar, sendo influenciado pelo volume uterino, posição sexual e presença de edema ou congestão vaginal. A comunicação entre o casal e o apoio profissional são essenciais para uma vivência sexual saudável durante a gravidez.
A gravidez provoca diversas alterações hormonais e fisiológicas que podem influenciar a resposta sexual. O aumento da vascularização pélvica e a congestão dos órgãos genitais podem levar a maior sensibilidade e tensão sexual, intensificando o orgasmo em algumas mulheres, enquanto outras podem experimentar diminuição da libido ou desconforto.
Na maioria das gestações sem complicações, a relação sexual é segura. No entanto, em casos de sangramento vaginal, placenta prévia, insuficiência istmocervical, ruptura prematura de membranas ou risco de parto prematuro, a abstinência sexual pode ser recomendada.
As contrações uterinas que ocorrem durante o orgasmo são geralmente leves e transitórias, não representando risco para a maioria das gestações saudáveis. Elas não promovem dilatação cervical em gestações a termo e não são consideradas um fator de risco para parto prematuro em gestações de baixo risco.
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