SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2020
Em relação aos adolescentes, observa-se que pais/responsáveis e equipe de saúde; comumente tendem a não abordar aspectos determinantes da saúde sexual, devido à negação do desejo sexual do jovem e o incentivo ao prolongamento da infância. Dados do IBGE demonstram o início da vida sexual precoce, com pouco uso de preservativos. Está incorreto que:
Na adolescência, valores e comportamentos estão em formação e solidificação, tornando o jovem vulnerável. Negar isso é incorreto.
A adolescência é uma fase de intensa formação de identidade, valores e comportamentos, incluindo a sexualidade. É incorreto afirmar que esses aspectos não estão em processo de formação e solidificação, pois é justamente essa plasticidade que os torna vulneráveis e necessitados de orientação e apoio.
A adolescência é uma fase de transição complexa, marcada por intensas transformações físicas, psicológicas e sociais. A sexualidade emerge como um aspecto central do desenvolvimento, com o despertar de novas sensações, desejos e necessidades de relacionamento. No entanto, há uma tendência comum, tanto por parte de pais quanto de profissionais de saúde, de evitar a discussão sobre saúde sexual com adolescentes, muitas vezes por negação do desejo sexual do jovem ou pelo incentivo ao prolongamento da infância. Essa postura negligente é preocupante, pois dados epidemiológicos demonstram o início precoce da vida sexual e o baixo uso de preservativos entre adolescentes, resultando em altas taxas de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e gravidez na adolescência. É fundamental reconhecer que a prática sexual faz parte dessa fase da vida e que os adolescentes precisam de informação, comunicação e apoio para exercer seu livre arbítrio de forma consciente e segura. A alternativa D está incorreta porque, na adolescência, valores, atitudes, hábitos e comportamentos estão sim em processo de formação e solidificação. É justamente essa fase de construção que torna os adolescentes vulneráveis e exige abordagens de saúde específicas e sensíveis, que promovam a autonomia, o conhecimento e a capacidade de tomar decisões informadas sobre sua própria saúde sexual.
É crucial para promover o conhecimento, a autonomia e a responsabilidade, prevenindo Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e gravidez indesejada, além de fomentar relacionamentos saudáveis.
O profissional deve ser um facilitador do diálogo, oferecendo informações claras, seguras e sem julgamentos, respeitando a privacidade e a autonomia do adolescente, e abordando métodos contraceptivos e prevenção de ISTs.
A negação do desejo sexual do jovem por pais e profissionais pode levar à falta de informação e diálogo, resultando em comportamentos de risco, uso inconsistente de preservativos e maior vulnerabilidade a ISTs e gravidez.
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