UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
No ano de 1997, foi implantado, pioneiramente, em Londrina, o Serviço de Internação Domiciliar (SID), com capacidade para atender o equivalente a 120 leitos por dia. Em 2012, o SID foi ampliado para o Paraná e todo o país, com o nome de Melhor em Casa. Com base nos conhecimentos sobre o SID, assinale a alternativa que traduz, corretamente, seu objetivo.
O programa Melhor em Casa (SID) visa ↑ eficiência hospitalar, ↓ tempo de internação e ↑ acesso a leitos, oferecendo cuidado domiciliar.
O Serviço de Internação Domiciliar (SID), conhecido como Melhor em Casa, é uma estratégia do SUS para otimizar o uso de leitos hospitalares, transferindo pacientes com condições clínicas estáveis para o cuidado em casa. Isso não só libera leitos, mas também humaniza o tratamento e reduz riscos de infecção hospitalar.
O Serviço de Internação Domiciliar (SID), posteriormente ampliado e renomeado como Melhor em Casa, representa uma estratégia fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS) para aprimorar a gestão hospitalar e a qualidade do cuidado. Implantado pioneiramente em Londrina em 1997, e nacionalmente em 2012, seu objetivo primordial é otimizar a utilização dos leitos hospitalares, permitindo que pacientes com condições clínicas estáveis, mas que ainda necessitam de cuidados de saúde, possam ser assistidos em seu domicílio. Essa abordagem contribui significativamente para a desospitalização, liberando leitos para pacientes com quadros agudos ou de maior complexidade que demandam internação hospitalar. Além de aumentar a eficiência e o rodízio de leitos, a internação domiciliar oferece um ambiente mais humanizado para o paciente, reduz o risco de infecções hospitalares e promove a participação da família no processo de cuidado. A equipe do Melhor em Casa é multidisciplinar, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e assistentes sociais. Os benefícios se estendem à sustentabilidade do sistema de saúde, ao reduzir os custos diretos e indiretos associados a internações prolongadas. Embora os custos iniciais de implantação e manutenção das equipes possam ser significativos, a longo prazo, a atenção domiciliar se mostra uma alternativa custo-efetiva, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e a satisfação dos usuários do SUS. É um modelo que reforça a integralidade e a continuidade do cuidado, pilares da Atenção Primária à Saúde.
O principal objetivo do programa Melhor em Casa é aumentar a eficiência dos hospitais, permitindo um maior rodízio na ocupação dos leitos hospitalares. Isso beneficia um maior número de pessoas ao liberar leitos para casos agudos, além de humanizar o cuidado e reduzir os riscos de infecção hospitalar.
Pacientes elegíveis são aqueles que necessitam de cuidados de saúde contínuos, mas que possuem estabilidade clínica suficiente para serem acompanhados em casa, com o suporte de uma equipe multidisciplinar. Isso pode incluir pacientes em recuperação pós-cirúrgica, com doenças crônicas descompensadas ou em reabilitação.
A atenção domiciliar contribui para a sustentabilidade ao reduzir os custos associados a longas internações hospitalares, diminuir a taxa de reinternações e otimizar a utilização dos recursos hospitalares. Além disso, promove a continuidade do cuidado e a integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde.
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