Atenção Domiciliar (SAD): Limites e Indicações no SUS

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2019

Enunciado

De acordo com as diretrizes do SUS para o Cuidado na atenção Domiciliar, as alternativas abaixo descrevem situações comuns nas urgências/emergências que podem ter o cuidado continuado no domicílio pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD). Assinale a alternativa incorreta (que não pode ser manejado no domicílio). 

Alternativas

  1. A) Cuidados paleativos oncológicos
  2. B) Quadro tromboembólicos em transição de anticoagulação injetável para oral.
  3. C) Idoso com dependência funcional
  4. D) Infarto agudo do miocárdio com alteração do segmento ST
  5. E) DPOC agudizada sem instabilidade

Pérola Clínica

IAM com supradesnivelamento ST → URGÊNCIA hospitalar, NÃO manejável em domicílio pelo SAD.

Resumo-Chave

O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) do SUS é destinado a pacientes com condições crônicas ou agudas estabilizadas que necessitam de cuidados contínuos, mas não de suporte hospitalar intensivo. Um Infarto Agudo do Miocárdio com alteração do segmento ST (IAMCSST) é uma emergência médica que exige intervenção imediata em ambiente hospitalar, como angioplastia primária, e não pode ser manejado em domicílio.

Contexto Educacional

O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) é uma modalidade de cuidado que visa oferecer assistência contínua a pacientes com condições de saúde que demandam acompanhamento regular, mas que não necessitam de internação hospitalar. Ele é fundamental para a desospitalização e para a humanização do cuidado, permitindo que o paciente permaneça em seu ambiente familiar. As diretrizes do SUS estabelecem critérios claros para a inclusão de pacientes no SAD, focando em estabilidade clínica e necessidade de procedimentos que podem ser realizados fora do ambiente hospitalar. Embora o SAD possa manejar diversas situações de urgência/emergência que se estabilizam e requerem continuidade do cuidado, existem limites. Condições que implicam risco iminente de vida, instabilidade hemodinâmica ou que exigem intervenções de alta complexidade e monitorização intensiva devem ser tratadas em ambiente hospitalar. O Infarto Agudo do Miocárdio com alteração do segmento ST (IAMCSST) é um exemplo clássico de emergência cardiológica que demanda reperfusão imediata e monitorização contínua, sendo inviável seu manejo seguro em domicílio. Outras situações como cuidados paliativos oncológicos, transição de anticoagulação injetável para oral em quadros tromboembólicos, manejo de idosos com dependência funcional ou DPOC agudizada sem instabilidade são exemplos de condições que, uma vez estabilizadas ou em fase de acompanhamento, podem ser adequadamente assistidas pelo SAD. O prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes são otimizados quando a modalidade de cuidado é apropriada à sua condição clínica e ao nível de complexidade exigido.

Perguntas Frequentes

Quais tipos de pacientes são elegíveis para o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) do SUS?

O SAD é indicado para pacientes com necessidade de cuidados contínuos, mas que não precisam de internação hospitalar, como idosos com dependência funcional, pacientes em cuidados paliativos, ou em transição de tratamento hospitalar para domiciliar.

Por que um Infarto Agudo do Miocárdio com supradesnivelamento ST não pode ser manejado em domicílio?

Um IAM com supradesnivelamento ST é uma emergência cardiológica que exige intervenção imediata, como reperfusão (angioplastia primária ou trombólise), monitorização intensiva e manejo de complicações agudas, o que só é possível em ambiente hospitalar.

Quais são exemplos de condições agudas que podem ser continuadas no domicílio pelo SAD?

Exemplos incluem cuidados paliativos oncológicos, quadros tromboembólicos em transição de anticoagulação injetável para oral, idosos com dependência funcional e DPOC agudizada sem instabilidade hemodinâmica.

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