Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Dentre as complicações pós-operatórias, os seromas podem ser considerados uma complicação benigna. Com relação a essa afecção, assinale a alternativa correta.
Seromas pós-operatórios são comuns após reparo de hérnia ventral com tela (politetrafluoretileno).
Seromas são coleções de líquido seroso que podem ocorrer após cirurgias, sendo uma complicação benigna, mas frequente, especialmente em cirurgias que envolvem grandes dissecções ou uso de materiais protéticos como telas para reparo de hérnias ventrais.
Seromas são coleções de líquido seroso que se formam em espaços mortos após procedimentos cirúrgicos. Embora geralmente benignos, podem causar desconforto, atrasar a cicatrização e predispor a infecções. São particularmente comuns após cirurgias que envolvem grandes dissecções de tecidos, como mastectomias, abdominoplastias e, notavelmente, reparos de hérnias ventrais com o uso de telas sintéticas (como politetrafluoretileno ou polipropileno). A fisiopatologia envolve a interrupção de vasos linfáticos e sanguíneos menores durante a dissecção, levando ao acúmulo de fluido. A presença de um corpo estranho, como uma tela, pode exacerbar a resposta inflamatória e a formação de seromas. O diagnóstico é clínico, com a presença de inchaço flutuante e indolor na área cirúrgica, podendo ser confirmado por ultrassonografia. O manejo de seromas geralmente envolve aspirações seriadas, compressão e, em casos refratários, drenagem cirúrgica. Seromas infectados exigem tratamento com antibióticos e, se houver tela sintética envolvida e infecção grave (como choque séptico), a remoção da tela é frequentemente necessária, apesar das implicações para o reparo da hérnia. A prevenção inclui técnicas cirúrgicas cuidadosas, hemostasia rigorosa e uso de drenos.
Um seroma é uma coleção de líquido seroso que se forma no espaço morto após uma cirurgia, resultante do acúmulo de linfa, plasma e exsudato inflamatório. Ocorre frequentemente após grandes dissecções ou uso de materiais protéticos.
O uso de telas sintéticas, como as de politetrafluoretileno, no reparo de hérnias ventrais, cria um espaço potencial e uma reação inflamatória que favorecem a formação de seromas.
Em caso de seroma infectado com tela sintética, o tratamento inclui drenagem, antibióticos e, em situações de infecção grave ou choque séptico, a remoção da tela pode ser indispensável para controlar a infecção.
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