HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Foi realizado um estudo que consistiu na revisão de histórias clínicas de 240 pacientes com diagnóstico de meningite bacteriana aguda, admitidos em hospital terciário. A taxa de letalidade foi de 20%. Após a análise multivariada, concluiu-se que rebaixamento do nível de consciência foi a única variável associada ao óbito durante a internação. O desenho do estudo é:
Série de casos = Descrição de pacientes com mesma doença sem grupo controle.
A série de casos descreve características e desfechos de um grupo de indivíduos com uma condição específica, sendo útil para gerar hipóteses, mas limitada pela ausência de comparação.
O estudo descrito foca em 240 pacientes já diagnosticados com meningite, analisando variáveis internas ao grupo. Na epidemiologia, quando o pesquisador seleciona apenas indivíduos com o desfecho de interesse para descrever suas características, o desenho é uma série de casos. Diferencia-se do caso-controle porque não há um grupo de 'controles' (sem meningite) para comparar exposições prévias. Diferencia-se da coorte porque não se parte de um grupo exposto vs. não exposto para observar quem desenvolve a doença. A análise multivariada citada serve para ajustar confundidores internos, mas não altera a natureza descritiva do desenho base.
A série de casos é um estudo puramente descritivo que foca em um grupo de pacientes com uma doença específica, sem um grupo de comparação (controle ou não expostos). Já o estudo de coorte, mesmo retrospectivo, parte da exposição para o desfecho e obrigatoriamente compara grupos distintos para calcular riscos relativos ou razões de taxas.
Sim, é possível realizar análises multivariadas para identificar associações dentro do grupo estudado, como fatores preditores de óbito. No entanto, isso não transforma o estudo em analítico (como caso-controle ou coorte) se a estrutura fundamental não incluir a comparação entre grupos com e sem a exposição de interesse.
As principais limitações incluem a incapacidade de calcular incidência real (pois não há denominador populacional de risco definido), a ausência de grupo controle para inferência de causalidade e o alto risco de viés de seleção, já que os pacientes costumam vir de centros de referência específicos.
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