Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Para criança com anemia falciforme, que apresenta episódios de sequestro esplênico agudo, o tratamento mais efetivo para prevenir futuros episódios é:
Sequestro esplênico recorrente na anemia falciforme → Esplenectomia é o tratamento definitivo.
O sequestro esplênico agudo é uma emergência com alto risco de recorrência e óbito; a esplenectomia é a única medida que previne novos episódios de forma definitiva.
A anemia falciforme (HbSS) é uma hemoglobinopatia caracterizada pela polimerização da hemoglobina S em condições de hipóxia. O sequestro esplênico é uma das principais causas de morte em crianças com a doença antes dos 5 anos de idade. O tratamento da crise aguda foca na restauração do volume circulante. No entanto, a gestão a longo prazo visa evitar a recidiva. A esplenectomia, geralmente realizada após os 2 anos de idade para minimizar riscos infecciosos, remove o sítio de sequestro. É fundamental que o paciente receba imunização completa contra pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae antes e após o procedimento cirúrgico.
O sequestro esplênico agudo é uma complicação grave da anemia falciforme, ocorrendo principalmente em crianças pequenas cujos baços ainda não sofreram autoesplenectomia. Caracteriza-se pelo represamento súbito de uma grande quantidade de sangue no baço, levando a uma queda rápida da hemoglobina, choque hipovolêmico e esplenomegalia dolorosa. É uma emergência médica que requer expansão volêmica e transfusão imediata.
Após o primeiro episódio de sequestro esplênico, o risco de recorrência é extremamente alto (superior a 50%), e episódios subsequentes podem ser fatais. Como as medidas clínicas (como hidroxiureia) não garantem a prevenção do sequestro, a esplenectomia eletiva é indicada para eliminar o órgão onde o sangue é sequestrado, sendo a única forma definitiva de prevenir novos episódios.
A penicilina benzatina ou oral é utilizada como profilaxia contra infecções por germes encapsulados (especialmente o Streptococcus pneumoniae) devido à asplenia funcional ou anatômica presente nesses pacientes. Embora essencial para reduzir a mortalidade por sepse, a penicilina não tem qualquer efeito na prevenção de crises vaso-oclusivas ou episódios de sequestro esplênico.
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