UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022
Menina, 2 anos, portadora de doença falciforme e sem história de internações prévias, apresenta quadro de febre seguida de dor abdominal difusa de início súbito há cerca de 3 horas. Exame físico: fácies de dor; palidez; taquicardia; taquipneia; temperatura axilar = 39,1oC; peristalse presente; dor difusa à palpação superficial e profunda do abdome com maior intensidade no quadrante superior esquerdo; baço palpável na altura da cicatriz umbilical. O diagnóstico mais provável e a conduta mais adequada, respectivamente, são:
Criança com doença falciforme, febre, dor abdominal, palidez, taquicardia e baço palpável → sequestro esplênico agudo.
O sequestro esplênico agudo é uma complicação grave da doença falciforme, especialmente em crianças pequenas, caracterizado por acúmulo de sangue no baço, levando a esplenomegalia súbita, hipovolemia e anemia. A apresentação com febre, dor abdominal, palidez, taquicardia e baço palpável é altamente sugestiva, exigindo internação e suporte hemodinâmico imediato.
O sequestro esplênico agudo é uma das complicações mais graves e potencialmente fatais da doença falciforme, particularmente em crianças menores de 5 anos. Caracteriza-se por um acúmulo maciço de sangue no baço, levando a uma hipovolemia aguda e anemia grave. A rápida progressão do quadro exige reconhecimento imediato e intervenção urgente para evitar choque hipovolêmico e óbito. A fisiopatologia envolve a oclusão dos sinusoides esplênicos por eritrócitos falciformes, resultando em sequestro de volume sanguíneo. Clinicamente, a criança apresenta palidez súbita, taquicardia, taquipneia, dor abdominal e um baço que se torna rapidamente palpável e aumentado. A febre pode estar presente, indicando um processo inflamatório ou infeccioso concomitante. O diagnóstico é clínico, suportado por hemograma que mostra queda abrupta da hemoglobina e reticulocitose. A conduta é uma emergência médica: internação hospitalar, monitorização hemodinâmica intensiva, reposição volêmica com cristaloides e, frequentemente, transfusão de concentrado de hemácias para reverter a anemia e a hipovolemia. A esplenectomia pode ser considerada após o segundo episódio de sequestro esplênico para prevenir recorrências. Residentes devem estar aptos a identificar rapidamente este quadro e iniciar o manejo adequado.
Os sinais incluem palidez súbita, taquicardia, taquipneia, dor abdominal, febre e, crucialmente, esplenomegalia rapidamente progressiva, com o baço tornando-se palpável ou aumentando de tamanho.
A conduta inicial envolve internação imediata, monitorização hemodinâmica rigorosa, hidratação venosa e coleta de hemograma completo, reticulócitos e tipagem sanguínea para possível hemotransfusão urgente.
O sequestro esplênico cursa com esplenomegalia e reticulocitose (inicialmente), enquanto a crise aplásica apresenta anemia grave com reticulocitopenia. A crise álgica geralmente não tem palidez ou esplenomegalia significativa.
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