Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025
Qual é a sequência correta da Intubação Orotraqueal (IOT) na Emergência?
A Sequência Rápida de Intubação (SRI) segue os 7 P's: Preparação, Pré-oxigenação, Pré-tratamento, Paralisia com indução, Posicionamento, Passagem do tubo e Pós-intubação.
A Sequência Rápida de Intubação (SRI) é um método padronizado para garantir a via aérea de forma segura e eficaz, minimizando o risco de aspiração. A etapa de pré-oxigenação é crucial para criar uma reserva de oxigênio e aumentar o tempo de apneia segura.
A Intubação Orotraqueal (IOT) é um procedimento vital no manejo de emergências para garantir uma via aérea definitiva. A Sequência Rápida de Intubação (SRI) é o método de escolha na maioria dos casos de emergência, pois visa otimizar as condições de intubação, aumentar as taxas de sucesso na primeira tentativa e minimizar complicações, como hipoxemia e broncoaspiração. A SRI é um processo estruturado, classicamente dividido nos "7 Ps": Preparação (checar equipamentos, drogas, monitores), Pré-oxigenação (essencial para criar uma reserva de oxigênio), Pré-tratamento (uso de drogas para atenuar respostas fisiológicas à laringoscopia), Paralisia com Indução (administração de um sedativo e um bloqueador neuromuscular), Posicionamento (otimizar a visualização da glote), Passagem do tubo com confirmação (laringoscopia, inserção do tubo e confirmação do posicionamento, idealmente com capnografia), e cuidados Pós-intubação (ajuste de ventilação e sedação contínua). Dominar cada etapa da SRI é uma competência essencial para médicos que atuam em setores de emergência, terapia intensiva e anestesiologia. A adesão rigorosa a este protocolo aumenta a segurança do paciente, mesmo em cenários de alta pressão. A falha em qualquer uma das etapas, especialmente na preparação e pré-oxigenação, pode levar a desfechos catastróficos.
O objetivo é a 'desnitrogenação' dos alvéolos, substituindo o nitrogênio do ar ambiente por oxigênio. Isso cria uma reserva de O2 na capacidade residual funcional, prolongando o tempo que o paciente pode permanecer em apneia sem dessaturar, o que é crucial durante a laringoscopia.
A indução é feita com um agente sedativo-hipnótico (ex: Etomidato, Propofol, Cetamina) para induzir a inconsciência, seguido quase que imediatamente por um bloqueador neuromuscular (ex: Succinilcolina, Rocurônio) para causar paralisia e facilitar a passagem do tubo.
A confirmação primária e padrão-ouro é a capnografia quantitativa, que detecta o CO2 exalado de forma contínua. Métodos secundários incluem a ausculta pulmonar bilateral e epigástrica, visualização da expansão torácica simétrica e condensação do vapor de água no tubo.
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