HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Um homem de 87 ano, com história de acidente vascular encefálico, é trazido ao serviço de emergência por uma ambulância, vindo de uma casa de repouso especializada. Ele foi encontrado irresponsivo no leito, com respirações superficiais e rápidas. Nos últimos 3 a 4 dias, o paciente tem apresentado uma tosse sonora e úmida. Os socorristas relataram que a saturação do paciente ao ar ambiente era de 67%. No setor de emergência, ele está estuporoso, com ventilações ruidosas, esforça-se para respirar e elimina quantidades abundantes de escarro amarelado e espesso. Seus sinais vitais são os seguintes t 38,7 ºc, pa 90/58mmhg, fc 118 bpm, fr de 29 mpm e saturação de oxigênio de 84% com mascara facial dotada de válvula inidirecional. Considerando a necessidade de via aérea avançada neste paciente, qual das alternativas tem a melhor escolha da sequência rápida de droga considerando o pré tratamento, indução e paralisação respectivamente
Choque séptico + IOT → Cetamina para indução mantém estabilidade hemodinâmica; Succinilcolina para paralisação rápida.
Em pacientes com instabilidade hemodinâmica ou risco de broncoespasmo, a cetamina é uma excelente escolha para indução na SRI, pois mantém a pressão arterial e tem efeito broncodilatador. A succinilcolina é o relaxante muscular de escolha para SRI devido ao seu rápido início de ação.
A sequência rápida de intubação (SRI) é um procedimento crítico na emergência para garantir a via aérea em pacientes com risco de aspiração ou insuficiência respiratória aguda. A escolha das drogas é fundamental e deve ser individualizada, considerando o estado hemodinâmico e as comorbidades do paciente. A SRI envolve pré-oxigenação, pré-tratamento, indução e paralisação, seguidos da intubação e ventilação mecânica. Em pacientes com instabilidade hemodinâmica, como no choque séptico, a cetamina é frequentemente a droga de indução preferida. Ela proporciona sedação e analgesia, enquanto mantém a pressão arterial e a frequência cardíaca, minimizando o risco de colapso cardiovascular. Outras opções como etomidato também são hemodinamicamente estáveis, mas a cetamina oferece o benefício adicional de broncodilatação. Para a paralisação, a succinilcolina é a droga de escolha devido ao seu início de ação ultrarrápido, essencial para proteger a via aérea em pacientes com estômago cheio ou risco de aspiração. O manejo adequado da via aérea em situações de emergência é uma habilidade essencial para residentes. Compreender as propriedades farmacológicas de cada droga e suas implicações clínicas permite uma intubação segura e eficaz, minimizando complicações e otimizando o prognóstico do paciente. A avaliação pré-intubação e a preparação para cenários difíceis são cruciais para o sucesso do procedimento.
O pré-tratamento visa atenuar a resposta fisiológica à laringoscopia e intubação, como o aumento da pressão intracraniana (com lidocaína) e a resposta simpática (com fentanil), além de otimizar as condições para a intubação.
A cetamina é um agente indutor que geralmente mantém a estabilidade hemodinâmica, pois tem efeitos simpaticomiméticos que podem aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial, sendo vantajosa em pacientes hipotensos ou em choque.
A principal vantagem da succinilcolina é seu rapidíssimo início de ação (30-60 segundos) e curta duração, o que permite uma intubação quase imediata e, em caso de falha, uma recuperação rápida do paciente.
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