Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
NÃO faz parte da chamada “Sequência de Potter”:
Sequência de Potter = Oligoâmnio → compressão fetal → hipoplasia pulmonar, fácies e deformidades. Macrossomia NÃO.
A Sequência de Potter é um conjunto de anomalias fetais resultantes de oligoâmnio prolongado, que leva à compressão do feto. As características incluem hipoplasia pulmonar, fácies de Potter e deformidades musculoesqueléticas como pé torto congênito. Macrossomia não faz parte, sendo o oposto de uma complicação do oligoâmnio.
A Sequência de Potter é um conjunto de anomalias congênitas que resultam de um oligoâmnio prolongado, ou seja, uma quantidade insuficiente de líquido amniótico no útero materno. O oligoâmnio, por sua vez, é frequentemente causado por problemas renais fetais, como agenesia renal bilateral (ausência de ambos os rins), doença renal policística autossômica recessiva ou obstruções severas do trato urinário fetal, que impedem a produção adequada de urina fetal, principal componente do líquido amniótico após o primeiro trimestre. A ausência de líquido amniótico tem consequências graves para o desenvolvimento fetal. A compressão mecânica do feto dentro do útero leva a deformidades musculoesqueléticas, como o pé torto congênito e outras contraturas articulares, e a uma fácies característica, conhecida como fácies de Potter (olhos afastados, pregas epicânticas, nariz achatado e orelhas de implantação baixa). A complicação mais letal, no entanto, é a hipoplasia pulmonar, pois o líquido amniótico é crucial para o desenvolvimento normal dos pulmões, e sua ausência impede a expansão e maturação alveolar. O diagnóstico da Sequência de Potter pode ser feito pré-natalmente por ultrassonografia, que detecta o oligoâmnio e as anomalias renais. O prognóstico é geralmente reservado, com alta mortalidade neonatal devido à insuficiência respiratória causada pela hipoplasia pulmonar. A macrossomia, que é o crescimento fetal excessivo, não faz parte da Sequência de Potter; pelo contrário, o oligoâmnio e as condições associadas tendem a levar a restrição de crescimento ou peso adequado, mas não a um feto grande.
A causa primária é o oligoâmnio prolongado, que pode ser decorrente de agenesia renal bilateral, doença renal policística autossômica recessiva, obstrução do trato urinário fetal ou ruptura prematura de membranas.
As manifestações incluem hipoplasia pulmonar (causa mais comum de óbito), fácies de Potter (olhos afastados, pregas epicânticas, nariz achatado, orelhas de implantação baixa) e deformidades musculoesqueléticas (pé torto, contraturas).
A hipoplasia pulmonar ocorre porque o líquido amniótico é essencial para o desenvolvimento normal dos pulmões. A ausência de líquido impede a expansão e o crescimento alveolar, resultando em pulmões subdesenvolvidos e insuficiência respiratória grave ao nascimento.
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