Sequência de Bloqueio de Fibras por Anestésicos Locais

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Assinale a alternativa correta em relação à sequência de bloqueio das diferentes fibras após administração de anestésico local:

Alternativas

  1. A) Primeiramente as fibras motoras mais longas e mielinizadas são bloqueadas, seguidas pelas fibras parassimpáticas e simpáticas pouco mielinizadas e finalmente pelas fibras sensoriais
  2. B) Primeiramente as fibras parassimpáticas e simpáticas pouco mielinizadas são bloqueadas, seguidas pelas fibras sensoriais e finalmente pelas fibras motoras mais longas e mielinizadas
  3. C) Primeiramente as fibras parassimpáticas e simpáticas pouco mielinizadas são bloqueadas, seguidas pelas fibras motoras mais longas e mielinizadas e finalmente pelas fibras sensoriais
  4. D) Primeiramente as fibras sensoriais são bloqueadas, seguidas pelas fibras parassimpáticas e simpáticas pouco mielinizadas e finalmente pelas fibras motoras mais longas e mielinizadas

Pérola Clínica

Bloqueio anestésico: Autonômico (B) → Sensorial (C/Aδ) → Motor (Aα/β).

Resumo-Chave

A sensibilidade ao bloqueio depende do diâmetro e da mielinização. Fibras autonômicas (pequenas e mielinizadas) são bloqueadas primeiro, seguidas pelas de dor e, por último, as motoras.

Contexto Educacional

A sequência de bloqueio nervoso pelos anestésicos locais é um conceito fundamental na anestesiologia. Ela segue uma ordem previsível baseada nas propriedades físicas das fibras nervosas. As fibras tipo B (autonômicas) e tipo C (dor crônica/temperatura) são as mais suscetíveis devido ao seu pequeno diâmetro. Embora as fibras C sejam amielínicas, as fibras B (mielinizadas de pequeno calibre) costumam ser bloqueadas primeiro na prática clínica. As fibras motoras (A-alfa), sendo as mais calibrosas e com densa bainha de mielina, exigem maiores concentrações de anestésico e mais tempo de exposição para que a condução nervosa seja completamente interrompida.

Perguntas Frequentes

Por que as fibras autonômicas são as primeiras a serem bloqueadas?

As fibras tipo B (pré-ganglionares autonômicas) são pequenas e levemente mielinizadas. Sua estrutura permite que o anestésico local atinja a concentração crítica nos canais de sódio mais rapidamente do que em fibras mais calibrosas.

Qual a ordem clínica de perda de sensibilidade?

Clinicamente, observa-se primeiro a perda da função simpática (vasodilatação), seguida pela perda de temperatura, dor, tato/pressão e, finalmente, a função motora (propriocepção e movimento).

A mielinização facilita ou dificulta o bloqueio?

A mielina isola a fibra, mas os anestésicos locais agem nos Nódulos de Ranvier. Em fibras mielinizadas, o bloqueio de 3 nós consecutivos interrompe a condução. Fibras menores e mielinizadas (B) são mais sensíveis que fibras maiores (A).

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