TAPS na Gestação Gemelar: Entenda a Fisiopatologia

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024

Enunciado

Na gestação gemelar, com relação à Sequeência de Anemia-Policitemia, conhecida como TAPS (Twin Anemia-Polycytemia Sequence), podemos afirmar que

Alternativas

  1. A) O gêmeo doador torna-se policitêmico e o gêmeo receptor, anêmico.
  2. B) Afeta aproximadamente 3% a 6% das gestações Dicoriônicas/Diamnióticas.
  3. C) O diagnóstico é baseado na amniocenteses do 3º em gestação gemelar.
  4. D) Tem a mesma etiologia que a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal

Pérola Clínica

TAPS ≠ TTTS: TAPS é desequilíbrio crônico de pequenos vasos, TTTS é agudo de grandes vasos.

Resumo-Chave

A Síndrome de Anemia-Policitemia Gemelar (TAPS) e a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (TTTS) são ambas complicações de gestações monocoriônicas, mas diferem na etiologia e fisiopatologia. TAPS resulta de anastomoses vasculares placentárias pequenas e desequilibradas, levando a uma transfusão crônica lenta, enquanto TTTS envolve anastomoses maiores e mais desequilibradas, com transfusão mais aguda e descompensação hemodinâmica.

Contexto Educacional

A Sequência de Anemia-Policitemia Gemelar (TAPS) é uma complicação específica de gestações gemelares monocoriônicas, afetando aproximadamente 5% a 15% das gestações monocoriônicas que não desenvolveram Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (TTTS) ou até 16% após o tratamento a laser para TTTS. Sua importância clínica reside na morbidade e mortalidade significativas se não diagnosticada e tratada adequadamente, impactando o desenvolvimento neurológico dos fetos. A fisiopatologia da TAPS envolve a presença de pequenas anastomoses vasculares arterio-venosas desequilibradas na placenta monocoriônica, que permitem uma transfusão crônica e lenta de sangue de um gêmeo (doador) para o outro (receptor). O diagnóstico é primariamente ultrassonográfico, utilizando o Doppler da artéria cerebral média (MCA-PSV) para avaliar a anemia no doador (MCA-PSV elevado) e a policitemia no receptor (MCA-PSV baixo), sem as discrepâncias de líquido amniótico características da TTTS. O tratamento da TAPS depende da gravidade e do estágio da doença. As opções incluem manejo expectante para casos leves, transfusão intrauterina para o gêmeo anêmico, exsanguineotransfusão parcial para o gêmeo policitêmico, e a fotocoagulação a laser das anastomoses placentárias, que é o tratamento definitivo para casos mais graves, visando interromper a comunicação vascular e equilibrar a transfusão. O prognóstico melhora significativamente com o diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para TAPS?

O diagnóstico de TAPS é feito principalmente pelo Doppler da artéria cerebral média (MCA-PSV) do gêmeo doador (anêmico) e receptor (policitêmico), com valores de MCA-PSV >1.5 MoM e <0.8 MoM, respectivamente.

Qual a diferença entre TAPS e TTTS?

TAPS e TTTS são ambas síndromes de transfusão intergemelar em gestações monocoriônicas. A principal diferença é que TAPS é causada por anastomoses vasculares placentárias pequenas e desequilibradas, levando a uma transfusão crônica lenta, enquanto TTTS envolve anastomoses maiores e mais desequilibradas, com alterações significativas de líquido amniótico.

Quais são as opções de tratamento para TAPS?

O tratamento para TAPS pode variar dependendo do estágio e da gravidade, incluindo fotocoagulação a laser das anastomoses placentárias, transfusão intrauterina, exsanguineotransfusão parcial e manejo expectante em casos leves.

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