SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Em relação à sequência adenocarcinoma na gênese do câncer colorretal, é INCORRETO afirmar que:
Risco de câncer colorretal ↑ com tamanho do pólipo e histologia (viloso > tubular).
A afirmação de que o tamanho do pólipo não tem relação com o risco de câncer é incorreta. Tanto o tamanho quanto as características histológicas (adenomas vilosos e tubulovilosos têm maior risco que tubulares) são fatores cruciais na avaliação do potencial maligno de um pólipo colorretal.
A sequência adenoma-carcinoma é o modelo mais aceito para a gênese da maioria dos cânceres colorretais esporádicos. Pólipos adenomatosos são lesões precursoras que, ao longo do tempo, podem sofrer alterações genéticas e histológicas progressivas, evoluindo para displasia de alto grau e, finalmente, adenocarcinoma invasivo. A compreensão dessa sequência é fundamental para o rastreamento e prevenção do câncer colorretal, uma das neoplasias mais comuns e com alta mortalidade. A identificação e remoção de pólipos adenomatosos através da colonoscopia é a principal estratégia de prevenção. Fatores como o tamanho do pólipo e suas características histológicas são cruciais para estratificar o risco de malignidade. Pólipos maiores que 1 cm e aqueles com componente viloso ou displasia de alto grau apresentam maior potencial de progressão para câncer, exigindo acompanhamento mais rigoroso. A Polipose Adenomatosa Familiar (FAP) é um exemplo extremo, onde a mutação no gene APC leva a múltiplos pólipos e um risco quase certo de câncer sem intervenção. O pico de incidência para a descoberta de pólipos adenomatosos geralmente ocorre por volta dos 50 anos, enquanto o câncer colorretal manifesta-se mais comumente por volta dos 60 anos, refletindo o tempo necessário para a progressão da sequência adenoma-carcinoma. A vigilância e a intervenção precoce são essenciais para interromper essa progressão e melhorar o prognóstico dos pacientes.
Os principais fatores de risco são o tamanho do pólipo (maior que 1 cm), a histologia (adenomas vilosos e tubulovilosos têm maior risco que tubulares) e a presença de displasia de alto grau.
A remoção endoscópica de pólipos adenomatosos (polipectomia) é uma estratégia eficaz para interromper a sequência adenoma-carcinoma, reduzindo significativamente a incidência e a mortalidade por câncer colorretal.
A FAP é uma síndrome hereditária que causa o desenvolvimento de centenas a milhares de pólipos adenomatosos no cólon e reto, levando ao câncer colorretal em quase 100% dos casos na ausência de colectomia profilática.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo