AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
Mulher de 49 anos realizou colonoscopia solicitada para rastreamento de câncer de cólon. Apresentava queixa de constipação crônica sem mudança do hábito intestinal. Não apresentava história familiar positiva para a doença. O exame demonstrou duas lesões polipoides, no cólon sigmoide com 12mm, e no ceco, com 5 mm de diâmetro. As lesões foram ressecadas com alça de polipectomia, sem intercorrências. O exame anatomopatológico demonstrou serem adenomas tubulares de baixo grau, sem displasia. Em relação a este caso clínico, analise as assertivas abaixo. I) Pelo número de pólipos, esta paciente pode ser diagnosticada como portadora de polipose adenomatosa familiar. II) A sequência adenoma-carcinoma é reconhecida como o processo pelo qual a maioria dos carcinomas colorretais se desenvolve. III) Esta paciente apresenta risco elevado de desenvolver câncer de cólon esquerdo, devendo repetir a colonoscopia a cada 10 anos. IV) A ausência de displasia nas lesões ressecadas desta paciente descarta a necessidade de acompanhamento colonoscópico seriado. Estão corretas as assertivas
Sequência adenoma-carcinoma é via principal CRC. Adenomas tubulares, mesmo sem displasia, exigem vigilância colonoscópica.
A sequência adenoma-carcinoma é o principal mecanismo de desenvolvimento do câncer colorretal. A presença de adenomas, mesmo de baixo grau e sem displasia, indica a necessidade de acompanhamento colonoscópico seriado, com intervalos definidos por fatores de risco e características dos pólipos, não descartando a vigilância.
O rastreamento do câncer colorretal (CCR) é fundamental para a detecção precoce e prevenção, sendo a colonoscopia o método de escolha. A maioria dos CCRs se desenvolve a partir de adenomas, lesões pré-malignas que progridem através da sequência adenoma-carcinoma. A identificação e remoção desses pólipos são cruciais para interromper essa progressão, o que justifica a importância do acompanhamento. No caso clínico, a paciente apresenta adenomas tubulares de baixo grau, que são os tipos mais comuns de pólipos adenomatosos. Embora não haja displasia de alto grau, a presença de adenomas exige vigilância. A Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma condição genética rara, caracterizada por centenas de pólipos, o que não se aplica a este caso com apenas dois pólipos. O risco de desenvolver câncer de cólon é determinado por fatores como número, tamanho e histologia dos pólipos, e a vigilância deve ser individualizada. A conduta após a polipectomia de adenomas tubulares de baixo grau envolve a repetição da colonoscopia em intervalos específicos, geralmente entre 3 e 10 anos, dependendo das características dos pólipos e do risco individual do paciente. A ausência de displasia não descarta a necessidade de acompanhamento, pois os adenomas são lesões com potencial de malignização. O objetivo é detectar e remover novas lesões ou a progressão das existentes antes que se tornem malignas.
A sequência adenoma-carcinoma é o principal modelo de carcinogênese colorretal, onde a maioria dos carcinomas se desenvolve a partir de lesões adenomatosas pré-existentes. A remoção de pólipos adenomatosos interrompe essa progressão, justificando o rastreamento colonoscópico.
O intervalo da colonoscopia de vigilância depende do número, tamanho, histologia e grau de displasia dos pólipos ressecados. Para adenomas tubulares de baixo grau, o intervalo pode variar de 3 a 10 anos, sendo mais frequente em casos de múltiplos pólipos ou pólipos maiores.
A Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma síndrome hereditária caracterizada pela presença de centenas a milhares de pólipos adenomatosos no cólon e reto. O diagnóstico não é feito com apenas dois pólipos, como no caso clínico, que se enquadra em pólipos esporádicos.
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