SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
Em relação às mutações genéticas que promovem a sequência adenoma-carcinoma no câncer colorretal, é correto afirmar que:
Mutação do gene APC é evento inicial na sequência adenoma-carcinoma do CCR, levando à formação de criptas aberrantes.
A sequência adenoma-carcinoma no câncer colorretal é um modelo bem estabelecido de progressão tumoral, começando com mutações genéticas. A inativação do gene supressor de tumor APC é uma das alterações mais precoces, levando à proliferação celular descontrolada e à formação de pólipos adenomatosos.
A sequência adenoma-carcinoma é o modelo mais aceito para a progressão do câncer colorretal (CCR), descrevendo uma série de eventos genéticos e moleculares que transformam o epitélio colônico normal em adenoma e, subsequentemente, em carcinoma invasivo. Este processo é gradual e pode levar anos, o que justifica a eficácia do rastreamento para a remoção de lesões pré-malignas. Uma das alterações genéticas mais precoces e fundamentais nessa sequência é a mutação ou inativação do gene supressor de tumor APC (Adenomatous Polyposis Coli). O gene APC é um componente chave da via de sinalização Wnt, responsável pela regulação da proliferação e diferenciação celular no epitélio intestinal. A perda da função do APC leva à ativação constitutiva da via Wnt, resultando em proliferação celular descontrolada e na formação das criptas aberrantes, que são os precursores microscópicos dos adenomas. Outras mutações, como as do gene KRAS (associadas ao crescimento celular), DCC (envolvidas na adesão celular) e p53 (regulador do ciclo celular e apoptose), ocorrem em estágios posteriores da progressão. A compreensão dessas mutações e sua ordem na sequência adenoma-carcinoma é essencial para entender a biologia do CCR, desenvolver estratégias de prevenção e tratamento, e para a interpretação de exames genéticos em síndromes hereditárias como a Polipose Adenomatosa Familiar (PAF), onde a mutação do APC é germinativa.
O gene APC é um gene supressor de tumor que regula a via de sinalização Wnt. Mutações no APC levam à ativação constitutiva da via Wnt, promovendo proliferação celular descontrolada e o início da formação de adenomas.
A sequência adenoma-carcinoma envolve mutações progressivas, começando com a inativação do APC, seguida por mutações em KRAS (aumento de proliferação), DCC (perda de diferenciação) e p53 (perda de controle do ciclo celular), culminando em carcinoma invasivo.
Adenomas vilosos e tubulovilosos geralmente apresentam maior risco de malignização e maior potencial para displasia de alto grau em comparação com os adenomas tubulares, que são mais comuns mas com menor risco individual.
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