UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Para evitar a infecção fulminante após a esplenectomia, os pacientes candidatos a essa operação devem ser vacinados:
Vacinação pós-esplenectomia (emergência) → 2 semanas após a cirurgia para resposta imune adequada.
A vacinação contra bactérias encapsuladas é fundamental para prevenir a sepse fulminante pós-esplenectomia (OPSI). Em casos de esplenectomia de emergência, a vacinação deve ser realizada idealmente duas semanas após a cirurgia, para garantir uma resposta imune eficaz.
A esplenectomia, seja por trauma, doenças hematológicas ou outras condições, remove um órgão vital para a defesa imunológica, tornando o paciente suscetível a infecções graves, especialmente por bactérias encapsuladas. A complicação mais temida é a Sepse Pós-Esplenectomia (OPSI), que pode ser fulminante e fatal, com mortalidade de até 50-70%. A prevenção da OPSI é multifacetada, sendo a vacinação a medida mais importante. As vacinas recomendadas incluem as contra Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae tipo b. O momento da vacinação é crucial: para esplenectomias eletivas, a imunização deve ocorrer 2 a 4 semanas antes da cirurgia. Em situações de emergência, onde a vacinação pré-operatória não é possível, as vacinas devem ser administradas aproximadamente duas semanas após a cirurgia, quando o paciente está estável e capaz de montar uma resposta imune adequada. Além da vacinação, outras medidas preventivas incluem a profilaxia antibiótica contínua em alguns casos (especialmente em crianças e pacientes de alto risco), a educação do paciente sobre os riscos e sintomas de infecção, e a busca imediata por atendimento médico em caso de febre. A revacinação periódica, conforme as diretrizes, também é essencial para manter a proteção ao longo da vida do paciente asplênico.
Após a esplenectomia, são indicadas vacinas contra bactérias encapsuladas: pneumocócica (conjugada e polissacarídica), meningocócica (ACWY e B) e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). A vacinação contra influenza também é recomendada anualmente.
Em casos de esplenectomia de emergência, a vacinação deve ser realizada idealmente duas semanas após a operação. Esse período permite a recuperação do paciente e assegura uma resposta imune mais eficaz à vacina.
A OPSI é uma complicação rara, mas grave e potencialmente fatal, que pode ocorrer em pacientes asplênicos ou com asplenia funcional. É caracterizada por uma infecção sistêmica rapidamente progressiva, geralmente causada por bactérias encapsuladas como Streptococcus pneumoniae.
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