UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022
Sobre a terapêutica antimicrobiana em crianças com sepse, considere as afirmativas a seguir.I. Evidências científicas atuais indicam que o tratamento antimicrobiano deve ser iniciado nas primeiras três horas de reconhecimento da sepse, para aquelas que apresentam associação com disfunção orgânica, e o mais precoce possível, preferencialmente, na primeira hora de atendimento, para aquelas que apresentam choque séptico.II. Como terapêutica inicial, recomendam-se antibióticos de amplo espectro. O descalonamento será realizado conforme resultados de culturas, exames de atividade inflamatória e discussões com especialistas. A intenção é reduzir a mortalidade associada a terapêuticas caracterizadas como inapropriadas.III. A determinação do tempo de tratamento com antimicrobianos deve levar em consideração o local da infecção, a etiologia e a resposta ao tratamento. Na maior parte dos casos, tempos entre sete e dez dias são suficientes, com exceção de infecções por S. aureus e P. aeruginosa, em que regimes de tratamentos maiores são mais eficazes.IV. Independentemente da competência do estado imunológico da criança, não são recomendadas terapêuticas antimicrobianas com múltiplos fármacos, considerando elevado risco de desenvolvimento de resistência bacteriana em pacientes com perspectiva de internações prolongadas.Assinale a alternativa correta.
Sepse pediátrica: ATB amplo espectro precoce (1h choque, 3h sepse), descalonar, tempo individualizado (S. aureus/P. aeruginosa > 7-10d).
O manejo da sepse pediátrica exige início rápido de antibióticos de amplo espectro (preferencialmente na 1ª hora para choque séptico), seguido de descalonamento guiado por culturas. O tempo de tratamento é individualizado, mas infecções por S. aureus e P. aeruginosa frequentemente demandam cursos mais longos.
A sepse pediátrica e o choque séptico são emergências médicas que demandam reconhecimento rápido e intervenção imediata para reduzir a morbimortalidade. A terapêutica antimicrobiana é um pilar fundamental do tratamento, e seu início precoce é um fator crítico para o prognóstico. As diretrizes atuais enfatizam o início dos antibióticos na primeira hora para casos de choque séptico e nas primeiras três horas para sepse com disfunção orgânica. Inicialmente, a escolha dos antibióticos deve ser empírica e de amplo espectro, visando cobrir os patógenos mais prováveis para a faixa etária e o perfil epidemiológico local. Essa abordagem visa garantir que o tratamento seja eficaz enquanto se aguardam os resultados das culturas. Uma vez que os resultados das culturas e os testes de sensibilidade estejam disponíveis, o regime antimicrobiano deve ser descalonado para um agente mais específico e de menor espectro, otimizando a eficácia e minimizando a resistência bacteriana. A duração do tratamento antimicrobiano é individualizada, considerando o foco da infecção, o agente etiológico e a resposta clínica do paciente. Embora muitos casos de sepse respondam a cursos de 7 a 10 dias, infecções por patógenos como Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa frequentemente requerem tratamentos mais prolongados. É importante ressaltar que, em pacientes imunocomprometidos ou com infecções graves por patógenos específicos, a terapia combinada com múltiplos fármacos pode ser necessária, contrariando a afirmativa IV, que generaliza a não recomendação.
Para crianças com choque séptico, os antibióticos devem ser iniciados o mais precocemente possível, preferencialmente na primeira hora. Para sepse com disfunção orgânica, o início deve ocorrer nas primeiras três horas do reconhecimento.
Antibióticos de amplo espectro são recomendados inicialmente para cobrir uma vasta gama de patógenos potenciais, aumentando a chance de tratamento eficaz enquanto se aguardam os resultados das culturas, que guiarão o descalonamento para um regime mais específico.
O tempo de tratamento é individualizado e depende do local da infecção, do patógeno identificado, da resposta clínica do paciente e da presença de focos de infecção. Infecções por S. aureus e P. aeruginosa frequentemente exigem tratamentos mais prolongados que os 7-10 dias habituais.
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