HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Paciente de 2 anos de idade, masculino, estava no colo de sua mãe, sendo ninado, pois encontrava-se muito irritado e choroso devido apresentar otalgia à direita, decorrente de resfriado iniciado 3 dias antes. Vinha desde o início apresentando episódios de febre intermitente. Repentinamente, começou a ficar pálido, hipotônico, extremidades frias, cútis de aspecto rendilhado, marmórea, com tremores grosseiros generalizados. Embora estivesse pouco responsivo, não apresentou perda de consciência. A duração total do evento, de acordo com a mãe, foi de cerca de 10 minutos. Ao chegar no PSI, constatou-se febre de 39oC. A melhor explicação para os eventos descritos é:
Criança febril + palidez, hipotonia, extremidades frias, cútis marmórea → Sinais de alerta para bacteremia/sepse.
Os sintomas descritos (palidez, hipotonia, extremidades frias, cútis marmórea, tremores grosseiros, pouca responsividade) em uma criança febril são sinais de alerta para um quadro de instabilidade hemodinâmica, que pode indicar bacteremia ou sepse, mesmo sem perda de consciência. A otalgia e o resfriado podem ser a porta de entrada.
A bacteremia em crianças, especialmente em lactentes e pré-escolares, é uma condição grave que pode evoluir rapidamente para sepse e choque séptico. O reconhecimento precoce dos sinais de alerta é crucial para um desfecho favorável. Crianças pequenas podem não apresentar os sintomas clássicos de infecção grave, manifestando-se com sinais inespecíficos de má perfusão e disfunção orgânica. Os sinais descritos no enunciado – palidez, hipotonia, extremidades frias, cútis marmórea e tremores grosseiros – são indicativos de instabilidade hemodinâmica e má perfusão periférica, que são características de um quadro de sepse ou choque séptico em evolução. A febre, otalgia e resfriado são a porta de entrada infecciosa. A ausência de perda de consciência total diferencia de uma convulsão febril típica, e a persistência dos sinais de má perfusão diferencia de uma síncope simples. O manejo de uma criança com suspeita de bacteremia/sepse envolve a estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos, coleta de culturas e início precoce de antibioticoterapia empírica de amplo espectro. A vigilância contínua dos sinais vitais e do estado de perfusão é essencial. A alta taxa de morbimortalidade associada à sepse pediátrica reforça a importância de um alto índice de suspeição e intervenção rápida.
Sinais de alerta incluem palidez, hipotonia, extremidades frias, cútis marmórea, taquicardia, taquipneia, enchimento capilar prolongado, irritabilidade ou letargia, e diminuição da responsividade.
A síncope febril é um evento breve de perda de consciência associado à febre, geralmente sem os sinais de má perfusão periférica (cútis marmórea, extremidades frias) que indicam instabilidade hemodinâmica e possível bacteremia/sepse.
A otalgia e o resfriado podem indicar uma infecção viral ou bacteriana que pode progredir para bacteremia, especialmente em crianças pequenas. É crucial avaliar a presença de sinais de gravidade mesmo em quadros infecciosos comuns.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo