UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
Roberta, 5 anos, está internada na UTI do HILP devido a sepse de origem urinária. Após 3 expansões volêmicas com SF 0,9% (20 ml/kg) e titulação da adrenalina para 0,5 microgramas/kg/min, persiste com PA: 72:38 mmHg. Já em uso de antibioticoterapia adequada e com níveis normais de hemoglobina, qual deve ser a próxima conduta do pediatra?
Choque séptico pediátrico refratário a fluidos e catecolaminas → considerar insuficiência adrenal relativa → iniciar hidrocortisona.
Em choque séptico pediátrico refratário a fluidos e vasopressores (como adrenalina), a hidrocortisona deve ser considerada para tratar uma possível insuficiência adrenal relativa, melhorando a resposta vascular aos vasopressores.
A sepse pediátrica é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em unidades de terapia intensiva. O choque séptico, uma forma grave de sepse com disfunção circulatória e metabólica, exige reconhecimento e tratamento rápidos para otimizar o prognóstico. A abordagem inicial inclui expansão volêmica agressiva e antibioticoterapia de amplo espectro. Quando o choque séptico persiste apesar da administração adequada de fluidos e da titulação de vasopressores, como a adrenalina, ele é classificado como choque séptico refratário. Nesses casos, é crucial considerar outras causas de refratariedade, como a insuficiência adrenal relativa, uma condição comum na sepse grave onde a produção ou ação dos corticosteroides endógenos é insuficiente para a demanda metabólica. A introdução de hidrocortisona, um corticosteroide, é a próxima conduta recomendada em choque séptico pediátrico refratário. A hidrocortisona atua restaurando a sensibilidade dos receptores vasculares aos vasopressores e modulando a resposta inflamatória, contribuindo para a estabilização hemodinâmica e melhorando a perfusão tecidual. É uma medida vital para otimizar o manejo e reduzir a mortalidade.
A hidrocortisona é indicada no choque séptico pediátrico que permanece refratário após a administração adequada de fluidos e o uso de vasopressores, como a adrenalina, em doses crescentes.
A hidrocortisona atua melhorando a resposta vascular aos vasopressores e modulando a resposta inflamatória sistêmica, combatendo a insuficiência adrenal relativa que pode ocorrer na sepse grave.
Choque séptico refratário é definido pela persistência de hipotensão ou sinais de má perfusão, apesar da administração de fluidos e doses adequadas de vasopressores.
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