AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Sobre o tratamento da sepse e choque séptico em pediatria, é correto afirmar:
Choque séptico pediátrico: Epinefrina > Dopamina para baixo débito. Cristaloides são 1ª escolha. ATB em 1h.
No choque séptico pediátrico, a ressuscitação volêmica com cristaloides é a primeira linha. Para o suporte vasopressor, a epinefrina é preferida à dopamina em casos de choque com baixo débito cardíaco, enquanto a norepinefrina é a primeira escolha para choque hipotensivo.
A sepse e o choque séptico em pediatria representam emergências médicas com alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento rápido e intervenção agressiva. A sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção, enquanto o choque séptico é um subconjunto da sepse em que as anormalidades circulatórias e celulares/metabólicas são profundas o suficiente para aumentar substancialmente a mortalidade. O manejo precoce e protocolado é fundamental para melhorar os desfechos. O tratamento inicial do choque séptico pediátrico envolve uma sequência de ações. A ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) é a primeira linha, administrada em bolus rápidos e repetidos, visando restaurar a perfusão. A administração de antibióticos de amplo espectro deve ser iniciada idealmente dentro da primeira hora após o reconhecimento do choque, pois o atraso está associado a pior prognóstico. Após a ressuscitação volêmica adequada, se o choque persistir, a terapia vasopressora é indicada. As diretrizes atuais recomendam o uso de epinefrina em vez de dopamina para choque com baixo débito cardíaco. Para choque hipotensivo (vasodilatado), a norepinefrina é geralmente a primeira escolha. O monitoramento contínuo da perfusão e da resposta hemodinâmica é crucial para guiar a terapia e ajustar as doses dos vasopressores e inotrópicos.
Os antibióticos devem ser iniciados o mais rápido possível, idealmente dentro da primeira hora após o reconhecimento do choque séptico, para maximizar as chances de sobrevida.
Cristaloides (como soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) são os fluidos de primeira escolha para a ressuscitação inicial de crianças com choque séptico, administrados em bolus rápidos. Coloides não são recomendados como primeira linha.
A epinefrina é preferida à dopamina em casos de choque séptico pediátrico com baixo débito cardíaco, especialmente após a ressuscitação volêmica adequada. A norepinefrina é a primeira escolha para choque hipotensivo.
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