HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
Criança de 6 anos, com fígado transplantado há 3 meses, tem apresentado febre, cansaço e recusa alimentar há 3 dias. Na admissão hospitalar, está com taquicardia e má perfusão periférica. Apresenta hemoglobina de 7g/dl, leucócitos de 830/mm³ e plaquetas de 160.000/mm³. A conduta inicial mais adequada neste momento é administrar:
Criança transplantada com febre e neutropenia → sepse grave. Iniciar ATB de amplo espectro (Cefepime) cobrindo Pseudomonas.
Em pacientes pediátricos imunossuprimidos, especialmente pós-transplante e com neutropenia, febre e sinais de má perfusão periférica indicam sepse grave. A escolha inicial do antibiótico deve ser de amplo espectro, cobrindo gram-negativos como Pseudomonas aeruginosa, sendo o Cefepime uma excelente opção.
A sepse em pacientes pediátricos imunossuprimidos, especialmente aqueles submetidos a transplante de órgãos, é uma emergência médica com alta morbimortalidade. A imunossupressão compromete a resposta inflamatória, podendo mascarar os sinais clássicos de infecção e progredir rapidamente para choque séptico. A incidência de infecções é maior nos primeiros meses pós-transplante devido à intensidade da imunossupressão e procedimentos invasivos. O diagnóstico precoce e a intervenção imediata são cruciais. A suspeita deve ser alta em qualquer criança transplantada com febre, mesmo sem outros sinais evidentes de infecção. A avaliação laboratorial, incluindo hemograma completo, culturas e marcadores inflamatórios, é fundamental. A neutropenia (leucócitos < 1000/mm³ ou neutrófilos < 500/mm³) em um paciente febril é uma condição de alto risco, exigindo tratamento agressivo. A conduta inicial para sepse em pacientes imunossuprimidos envolve estabilização hemodinâmica com fluidos e, se necessário, vasopressores, além da administração imediata de antibióticos de amplo espectro. A escolha do antibiótico empírico deve cobrir os patógenos mais prováveis, incluindo Gram-negativos resistentes como Pseudomonas aeruginosa, sendo Cefepime ou Meropenem opções preferenciais. O prognóstico depende da rapidez do reconhecimento e início do tratamento adequado.
Sinais de alerta incluem febre, taquicardia, má perfusão periférica, cansaço, recusa alimentar e alterações laboratoriais como leucopenia ou neutropenia. A imunossupressão mascara a resposta inflamatória, tornando a suspeita precoce crucial.
O Cefepime é um antibiótico beta-lactâmico de quarta geração com amplo espectro, cobrindo bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, incluindo Pseudomonas aeruginosa, um patógeno comum e agressivo em pacientes imunossuprimidos e neutropênicos. É uma escolha robusta para sepse grave.
Em pacientes pós-transplante, os patógenos podem incluir bactérias Gram-positivas (Staphylococcus, Streptococcus), Gram-negativas (Pseudomonas, Klebsiella, E. coli) e, dependendo do tempo pós-transplante e profilaxia, fungos e vírus. A cobertura empírica deve ser ampla.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo