HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
RN de 32 semanas de idade gestacional, masculino, com peso de nascimento de 1450g de parto cesárea por indicação materna (doença hipertensiva específica da gestação), fora de trabalho de parto e com bolsa rota no ato. Diante do caso descrito, assinale a alternativa que descreve a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria.
RN prematuro com bolsa rota no ato (sem trabalho de parto) → monitoramento clínico + hemocultura, sem ATB empírico inicial se assintomático.
Em RN prematuro nascido por cesárea com bolsa rota no ato, sem sinais clínicos de infecção, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é coletar hemocultura e realizar monitoramento clínico rigoroso, evitando antibioticoterapia empírica desnecessária.
A sepse neonatal precoce é uma infecção grave que ocorre nas primeiras 72 horas de vida, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos, especialmente prematuros. Fatores de risco como a prematuridade e a ruptura de membranas (bolsa rota) aumentam a chance de infecção. No entanto, a conduta em RN prematuros com fatores de risco, mas sem sinais clínicos de infecção, tem sido debatida. As diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam, em casos de RN prematuros nascidos por cesárea com bolsa rota no ato (sem trabalho de parto), a coleta de hemocultura e o monitoramento clínico rigoroso, sem a introdução imediata de antibioticoterapia empírica, a menos que surjam sinais de infecção. Essa abordagem visa reduzir o uso desnecessário de antibióticos e suas consequências, como resistência bacteriana e disbiose, enquanto garante a detecção precoce de qualquer deterioração clínica.
Os principais fatores de risco incluem prematuridade, ruptura prolongada de membranas (>18h), corioamnionite materna, febre materna intraparto, colonização materna por Streptococcus do grupo B (GBS) não tratada e infecção urinária materna não tratada.
A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada em RN com fatores de risco E sinais clínicos de infecção. Em RN com fatores de risco, mas assintomáticos, a conduta pode ser de monitoramento clínico e laboratorial, dependendo do risco individual e das diretrizes locais.
O monitoramento clínico rigoroso é fundamental para identificar precocemente sinais de sepse, como letargia, dificuldade respiratória, instabilidade térmica, má perfusão e dificuldade alimentar. A detecção precoce permite a intervenção oportuna e melhora o prognóstico.
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