Sepse Neonatal Precoce: Agentes Etiológicos e Tratamento

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024

Enunciado

Recém-nascido com 1 dia de vida, história de bolsa rota há mais de 24 horas, gemente, com desconforto respiratório, estertores crepitantes na base direita na ausculta pulmonar, Rx tórax com velamento na base direita, hemograma com leucocitose e desvio para esquerda, proteína C reativa aumentada. Diante deste quadro, assinale a alternativa que apresenta a combinação de agentes que deverá ser tratada:

Alternativas

  1. A) Staphylococcus aureus e Lysteria.
  2. B) Enterobactérias e Streptococcus pneumoniae.
  3. C) Bactérias atípicas e Haemophilus influenzae.
  4. D) Estreptococos do grupo B e enterobactérias.
  5. E) Staphylococcus aureus e pneumococo.

Pérola Clínica

RN < 72h, bolsa rota prolongada, desconforto respiratório, sinais inflamatórios → Sepse neonatal precoce = SGB + Enterobactérias.

Resumo-Chave

A sepse neonatal precoce, especialmente em recém-nascidos com fatores de risco como bolsa rota prolongada, é frequentemente causada por Streptococcus do grupo B (SGB) e enterobactérias (como E. coli). O quadro clínico de desconforto respiratório e sinais inflamatórios sistêmicos é altamente sugestivo, exigindo cobertura antibiótica empírica para esses agentes.

Contexto Educacional

A sepse neonatal precoce é uma infecção sistêmica grave que ocorre nas primeiras 72 horas de vida, com alta morbimortalidade. Sua incidência é maior em recém-nascidos prematuros ou com fatores de risco maternos, como bolsa rota prolongada, corioamnionite e colonização por Streptococcus do grupo B (SGB). O reconhecimento e tratamento rápidos são cruciais. A fisiopatologia envolve a transmissão vertical de microrganismos da mãe para o feto ou recém-nascido, seja intraútero ou durante o parto. Os principais agentes etiológicos são o SGB e as enterobactérias, como Escherichia coli. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais inespecíficos como desconforto respiratório, letargia, instabilidade térmica, e confirmado por exames laboratoriais como hemograma com desvio à esquerda e PCR elevada, além de culturas. O tratamento da sepse neonatal precoce é uma emergência médica e deve ser iniciado empiricamente com antibióticos de amplo espectro que cubram os principais patógenos, geralmente uma combinação de ampicilina e gentamicina ou cefotaxima. A terapia deve ser ajustada após a identificação do agente etiológico e seu perfil de sensibilidade. O suporte hemodinâmico e respiratório também é fundamental.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para sepse neonatal precoce?

Os principais fatores de risco incluem prematuridade, bolsa rota prolongada (>18 horas), corioamnionite materna, febre materna intraparto e colonização materna por Streptococcus do grupo B.

Qual a antibioticoterapia empírica inicial recomendada para sepse neonatal precoce?

A antibioticoterapia empírica inicial geralmente consiste em uma combinação de ampicilina (para cobrir SGB e Listeria) e um aminoglicosídeo (como gentamicina) ou cefalosporina de terceira geração (para cobrir enterobactérias).

Como diferenciar sepse neonatal precoce de outras causas de desconforto respiratório em RN?

A sepse neonatal precoce deve ser considerada em qualquer RN com desconforto respiratório e fatores de risco, especialmente se houver sinais sistêmicos de infecção. Outras causas incluem taquipneia transitória do RN e síndrome de aspiração de mecônio, que geralmente não apresentam sinais inflamatórios sistêmicos.

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