FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021
Admitida no pronto-socorro obstétrico gestante em trabalho de parto avançado, com idade gestacional de 33 semanas. Há 6 dias com perda de líquido claro, em pequena quantidade, o qual julgava ser urina, quando no dia anterior iniciou febre alta e dor em baixo ventre. Tentou fazer uso de analgésico e antitérmico em casa, sem melhora. Ao exame clínico: dor à mobilização do colo e hipertonia uterina. Iniciada antibioticoterapia parenteral para a mãe, com evolução do trabalho de parto e nascimento de recém-nascido após 1h da admissão. Apgar 5/7, com necessidade de manobras de reanimação, sendo conduzido à UTI Neonatal. Considerando o risco de sepse neonatal a partir do caso, assinale a alternativa que apresenta os agentes mais frequentes dessa condição:
Sepse neonatal precoce em prematuros com RPMO prolongada → Streptococcus agalactiae (GBS) e Escherichia coli.
A sepse neonatal precoce, especialmente em casos de ruptura prematura de membranas prolongada e prematuridade, é mais frequentemente causada por bactérias do trato genital materno, sendo o Streptococcus agalactiae (GBS) e a Escherichia coli os patógenos predominantes.
A sepse neonatal é uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos, especialmente em prematuros. A sepse precoce, que ocorre nas primeiras 72 horas de vida, é geralmente adquirida no período intraparto, sendo a transmissão vertical de microrganismos do trato genital materno a principal via. A fisiopatologia envolve a ascensão de bactérias em casos de ruptura prematura de membranas, corioamnionite ou colonização materna. Os agentes etiológicos mais comuns da sepse neonatal precoce são o Streptococcus agalactiae (GBS) e a Escherichia coli, responsáveis pela maioria dos casos. Outros patógenos incluem Listeria monocytogenes e outros Gram-negativos. O diagnóstico precoce e o tratamento empírico com antibioticoterapia de amplo espectro são cruciais para melhorar o prognóstico. A prevenção inclui o rastreamento e profilaxia intraparto para GBS em gestantes de risco. O manejo do recém-nascido com suspeita de sepse envolve suporte vital, exames laboratoriais e início imediato de antibióticos, geralmente ampicilina e gentamicina.
Os fatores de risco incluem prematuridade, ruptura prematura de membranas prolongada (>18 horas), corioamnionite materna, febre materna intraparto, colonização materna por GBS não tratada e infecção do trato urinário materno.
A RPMO prolongada permite que bactérias do trato genital materno ascendam para a cavidade amniótica, levando à corioamnionite e à infecção fetal, aumentando o risco de sepse no recém-nascido.
A sepse precoce (primeiros 7 dias) é geralmente adquirida intraparto, com GBS e E. coli como principais agentes. A sepse tardia (após 7 dias) é frequentemente nosocomial ou adquirida na comunidade, com Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e outros Gram-negativos.
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