HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Recém-nascido de 39 semanas de gestação nasce por parto vaginal e com tempo de bolsa rota de 24 horas. Mãe com pesquisa de Streptococcus agalactiae positiva e fisometria relatada pelo obstetra. Mãe recebeu cefazolina seis (6) horas antes do parto. Criança se encontra bem logo após o nascimento e em aleitamento materno em regime de alojamento conjunto. Em relação à conduta referente ao manejo do recém- nascido quanto ao risco de sepse neonatal precoce e de acordo com o protocolo de avaliação por categoria de risco, deve-se:
RN com fatores de risco para sepse precoce (GBS+, bolsa rota >18h, profilaxia adequada) mas assintomático → Observação clínica rigorosa.
Recém-nascidos com fatores de risco para sepse neonatal precoce (GBS positivo materno, bolsa rota prolongada, profilaxia intraparto adequada) mas que se apresentam assintomáticos ao nascimento, devem ser submetidos a observação clínica rigorosa e monitoramento de sinais vitais, sem indicação imediata de triagem infecciosa ou antibioticoterapia.
A sepse neonatal precoce é uma infecção sistêmica grave que ocorre nas primeiras 72 horas de vida, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos. Os principais agentes etiológicos são bactérias do trato genital materno, como o Streptococcus agalactiae (GBS) e Escherichia coli. A identificação e manejo adequados dos fatores de risco são cruciais. Fatores de risco importantes incluem colonização materna por GBS, tempo de bolsa rota prolongado (>18 horas), febre materna intraparto e prematuridade. A profilaxia intraparto com antibióticos é fundamental para reduzir o risco de transmissão vertical do GBS. No entanto, mesmo com profilaxia adequada, alguns RNs podem ter fatores de risco residuais. Para recém-nascidos com fatores de risco para sepse precoce, mas que se apresentam clinicamente assintomáticos ao nascimento e com profilaxia intraparto adequada, a conduta recomendada pela maioria dos protocolos é a observação clínica rigorosa em alojamento conjunto, com monitoramento seriado do exame físico e sinais vitais por pelo menos 48 horas. A triagem infecciosa e a antibioticoterapia empírica são reservadas para RNs sintomáticos ou com fatores de risco mais graves e/ou profilaxia inadequada.
Os principais fatores de risco incluem colonização materna por Streptococcus agalactiae (GBS), tempo de bolsa rota prolongado (>18 horas), febre materna intraparto, corioamnionite e prematuridade.
A profilaxia é considerada adequada quando a gestante recebe um esquema de antibióticos apropriado (geralmente penicilina ou ampicilina) por pelo menos 4 horas antes do parto, em caso de GBS positivo ou outros fatores de risco. No caso da questão, cefazolina 6h antes é adequada.
A observação clínica rigorosa é a conduta inicial para evitar intervenções desnecessárias em RNs que, apesar dos fatores de risco, estão clinicamente bem. A maioria dos protocolos recomenda monitoramento por 48 horas, com intervenção apenas se surgirem sinais de infecção.
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