INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma paciente primigesta de 16 anos, com 36 semanas de idade gestacional, procura a unidade básica de saúde apresentando ruptura prematura de membranas ovulares. Encaminhada ao hospital em franco trabalho de parto, é admitida em período expulsivo. O recém-nascido (RN), acolhido pela equipe de neonatologia, tem peso adequado para a idade gestacional e sua avaliação na escala Apgar é de 9/9 no primeiro e quinto minutos. No entanto, após 36 horas do nascimento, o RN apresenta quadro de pneumonia e evolui rapidamente para sepse.Nesse caso, para prevenir a ocorrência da sepse, deveria ter sido realizado durante o pré-natal o rastreio e a quimioprofilaxia de qual agente etiológico?
RPMO + Sepse neonatal precoce → GBS é principal suspeito, exige rastreio e profilaxia.
A sepse neonatal precoce, especialmente em casos de ruptura prematura de membranas ovulares (RPMO), frequentemente é causada por Streptococcus β-hemolíticos do grupo B (GBS). O rastreio pré-natal para GBS e a quimioprofilaxia intraparto com antibióticos são cruciais para prevenir essa infecção grave no recém-nascido.
A sepse neonatal precoce é uma emergência pediátrica com alta morbimortalidade, sendo o Streptococcus β-hemolítico do grupo B (GBS) o agente etiológico mais comum. A transmissão ocorre verticalmente da mãe para o feto durante o parto, especialmente em situações como a ruptura prematura de membranas ovulares (RPMO). A prevenção é a estratégia mais eficaz e baseia-se no rastreio universal de GBS em gestantes entre 35 e 37 semanas de gestação, seguido de quimioprofilaxia intraparto com antibióticos para aquelas com cultura positiva ou fatores de risco. A profilaxia reduz significativamente a incidência de sepse neonatal precoce. Residentes devem estar aptos a identificar os fatores de risco, interpretar os resultados do rastreio e aplicar corretamente os protocolos de quimioprofilaxia, garantindo a segurança do recém-nascido e evitando complicações graves como pneumonia, meningite e sepse.
Fatores de risco incluem cultura positiva para GBS na gestação atual, ruptura prematura de membranas ovulares (RPMO) por mais de 18 horas, febre intraparto (>38°C) e história de filho anterior com doença invasiva por GBS.
O rastreio é feito entre 35 e 37 semanas de gestação, coletando-se swab vaginal e retal para cultura. Em casos de RPMO ou trabalho de parto prematuro antes do rastreio, a profilaxia é indicada empiricamente.
A penicilina cristalina intravenosa é o antibiótico de primeira escolha. Em caso de alergia à penicilina, cefazolina ou clindamicina podem ser utilizadas, dependendo do perfil de sensibilidade.
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