SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
Recém-nascido prematuro de 32 semanas de idade gestacional apresenta, às 43 horas de vida, febre, estase gástrica e taquipneia. A conduta adotada prontamente pela equipe da UTI neonatal é iniciar antibioticoterapia, visando combater os patógenos mais frequentemente encontrados nesses casos, que são:
Sepse neonatal precoce (<72h) em prematuro → Patógenos comuns: Streptococcus agalactiae (GBS) e Escherichia coli.
A sepse neonatal precoce, que ocorre nas primeiras 72 horas de vida, é frequentemente causada por patógenos adquiridos verticalmente da mãe. Os principais agentes etiológicos são o Streptococcus agalactiae (GBS) e a Escherichia coli, que devem ser cobertos pela antibioticoterapia empírica inicial.
A sepse neonatal é uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos, especialmente em prematuros. A sepse precoce, que se manifesta nas primeiras 72 horas de vida, é particularmente preocupante devido à imaturidade imunológica do neonato e à rápida progressão da doença. A identificação e o tratamento imediatos são cruciais. A fisiopatologia da sepse neonatal precoce envolve a transmissão vertical de microrganismos da mãe para o feto ou recém-nascido, seja intraútero, intraparto ou pós-parto imediato. Os principais agentes etiológicos são o Streptococcus agalactiae (GBS), que é o mais comum, e a Escherichia coli, um bacilo Gram-negativo. Outros patógenos incluem Listeria monocytogenes. Diante da suspeita de sepse em um prematuro com sinais como febre, estase gástrica e taquipneia, a conduta é iniciar prontamente a antibioticoterapia empírica de amplo espectro, mesmo antes da confirmação laboratorial. A escolha dos antibióticos deve cobrir os patógenos mais prováveis, como GBS e E. coli, geralmente com uma combinação de ampicilina e um aminoglicosídeo. A monitorização rigorosa e o suporte hemodinâmico são essenciais.
Sinais de sepse em prematuros podem ser inespecíficos e incluem febre ou hipotermia, taquipneia, bradicardia, estase gástrica, letargia, irritabilidade, hipoatividade, icterícia e má perfusão periférica. A suspeita deve ser alta diante de qualquer alteração.
A sepse neonatal precoce ocorre nas primeiras 72 horas de vida e é geralmente adquirida verticalmente da mãe (ex: GBS, E. coli). A sepse tardia ocorre após 72 horas e pode ser adquirida no ambiente hospitalar ou comunitário (ex: S. epidermidis, S. aureus, Klebsiella).
A antibioticoterapia empírica inicial para sepse neonatal precoce geralmente inclui ampicilina (para cobertura de GBS e Listeria) e um aminoglicosídeo (como gentamicina, para cobertura de Gram-negativos como E. coli). A escolha pode variar conforme o perfil de resistência local.
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