SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Menino, 4 dias de vida, é levado à Emergência devido à letargia, recusa alimentar e episódios de febre desde o segundo dia de vida. O parto foi vaginal, sem complicações aparentes, e a alta ocorreu com 48 horas de vida. A mãe relata que durante a gestação não houve problemas significativos, mas o trabalho de parto foi prolongado e houve ruptura prematura de membranas 18 horas antes. Ao exame, criança pálida, hipotônica, com extremidades frias, taquicárdica e taquipneica. Apresenta episódios de apneia e tempo de enchimento capilar prolongado. Identifique o agente infeccioso mais provável nesse caso:
RPM > 18h + febre materna + clínica neonatal precoce → Pensar em GBS (S. agalactiae).
O Streptococcus agalactiae (GBS) continua sendo o principal agente da sepse neonatal precoce, transmitido verticalmente durante o parto.
A sepse neonatal precoce ocorre nas primeiras 48 a 72 horas de vida e resulta da transmissão ascendente de microrganismos do trato genital materno. O quadro clínico é inespecífico, manifestando-se como desconforto respiratório, instabilidade térmica e letargia. O manejo exige alto índice de suspeição, coleta de hemoculturas e início imediato de antibioticoterapia empírica (geralmente Ampicilina e Gentamicina) para cobrir GBS e Gram-negativos entéricos.
O Streptococcus agalactiae (Streptococcus do grupo B ou GBS) é o agente etiológico mais frequente, seguido pela Escherichia coli.
Os principais fatores incluem: colonização materna por GBS sem profilaxia, ruptura prematura de membranas (RPM) > 18 horas, febre materna intraparto e prematuridade.
A prevenção é feita através do rastreio universal de gestantes (cultura de swab vaginal/anal entre 35-37 semanas) e antibioticoprofilaxia intraparto com Penicilina ou Ampicilina se indicado.
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