Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021
São fatores de risco bem conhecidos para o desenvolvimento de sepse neonatal, todos esses listados abaixo, exceto:
Anemia no 1º trimestre não é fator de risco direto para sepse neonatal. Febre materna, RPMO > 18h e leucocitose materna são.
A anemia no primeiro trimestre de gestação, embora seja uma condição importante a ser tratada, não é considerada um fator de risco direto e bem conhecido para o desenvolvimento de sepse neonatal. Os demais itens listados são fatores de risco estabelecidos para sepse neonatal precoce.
A sepse neonatal é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em recém-nascidos, especialmente em prematuros. É uma síndrome clínica de infecção sistêmica que ocorre nos primeiros 28 dias de vida. A sepse neonatal precoce, que se manifesta nas primeiras 72 horas de vida, é geralmente adquirida no período intrauterino ou intraparto, e sua prevenção e reconhecimento precoce são cruciais. Os fatores de risco para sepse neonatal precoce são bem estabelecidos e incluem condições maternas e neonatais. Entre os maternos, destacam-se a ruptura prematura de membranas ovulares por mais de 18 horas, febre materna intraparto (temperatura ≥ 38°C), corioamnionite clínica, colonização materna por Streptococcus agalactiae (GBS) sem profilaxia adequada e infecção do trato urinário não tratada. Fatores neonatais como prematuridade e baixo peso ao nascer também aumentam significativamente o risco. A identificação desses fatores de risco permite a implementação de medidas preventivas, como a antibioticoprofilaxia intraparto para GBS, e um alto índice de suspeição para o início precoce da investigação e tratamento empírico em recém-nascidos de risco. O manejo envolve suporte vital, antibioticoterapia empírica de amplo espectro e monitoramento rigoroso, visando reduzir a mortalidade e as sequelas neurológicas associadas à sepse neonatal.
Os principais fatores de risco incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, ruptura prematura de membranas ovulares (RPMO) prolongada (>18 horas), febre materna intraparto, corioamnionite clínica, colonização materna por Streptococcus agalactiae (GBS) não tratada e infecção urinária materna não tratada.
A sepse neonatal precoce ocorre nas primeiras 72 horas de vida (algumas definições estendem até 7 dias) e geralmente é adquirida verticalmente (da mãe para o feto/neonato). A sepse tardia ocorre após 72 horas (ou 7 dias) e é frequentemente associada a infecções nosocomiais ou comunitárias.
A febre materna intraparto pode ser um sinal de infecção materna, como corioamnionite, que aumenta o risco de transmissão vertical de patógenos para o feto durante o parto, predispondo o recém-nascido à sepse.
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