FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2023
Recém-nascido prematuro de 33 semanas de idade gestacional, apresenta às 40 horas de vida, febre, estase gástrica e taquipneia. A conduta adotada prontamente pela equipe da UTI neonatal é iniciar antibioticoterapia, visando combater os patógenos mais frequentemente encontrados nesses casos, que são:
Sepse neonatal precoce (<72h) = S. agalactiae (GBS) e E. coli são os principais patógenos.
Em recém-nascidos prematuros com sinais de sepse precoce (início < 72 horas de vida), os agentes etiológicos mais comuns são bactérias adquiridas verticalmente da mãe. Os principais são o Streptococcus agalactiae (GBS) e a Escherichia coli, justificando a cobertura empírica com ampicilina e gentamicina.
A sepse neonatal é uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos, especialmente em prematuros. A sepse precoce, definida como aquela que se manifesta nas primeiras 72 horas de vida, é tipicamente adquirida por transmissão vertical da mãe durante a gestação ou parto. A incidência é maior em prematuros devido à imaturidade imunológica e à maior frequência de procedimentos invasivos. Os principais agentes etiológicos da sepse neonatal precoce são o Streptococcus agalactiae (GBS), responsável por cerca de 50% dos casos, e a Escherichia coli, que é o patógeno gram-negativo mais comum. Outros patógenos incluem outras enterobactérias e, menos frequentemente, Listeria monocytogenes. A fisiopatologia envolve a translocação bacteriana através da placenta ou a aspiração de líquido amniótico infectado ou secreções vaginais maternas. O diagnóstico é desafiador devido aos sinais e sintomas inespecíficos. A conduta deve ser proativa: qualquer recém-nascido com fatores de risco e sinais clínicos sugestivos deve iniciar antibioticoterapia empírica imediatamente após a coleta de culturas. A combinação de ampicilina (para GBS e Listeria) e um aminoglicosídeo como a gentamicina (para E. coli e outras gram-negativas) é o regime de primeira linha recomendado, até que os resultados das culturas permitam o ajuste do tratamento.
Os sinais de sepse neonatal precoce são inespecíficos e podem incluir febre ou hipotermia, taquipneia, bradicardia, letargia, irritabilidade, dificuldade alimentar, estase gástrica, icterícia e instabilidade hemodinâmica.
A conduta inicial para sepse neonatal precoce em prematuros é a coleta de culturas (hemocultura, urocultura, líquor) e o início imediato de antibioticoterapia empírica, geralmente com ampicilina e gentamicina, para cobrir os patógenos mais comuns.
A sepse neonatal precoce ocorre nas primeiras 72 horas de vida e é geralmente adquirida verticalmente da mãe, com patógenos como GBS e E. coli. A sepse tardia ocorre após 72 horas e pode ser adquirida no ambiente hospitalar ou comunitário, com um espectro mais amplo de patógenos.
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