SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
RN de termo, com 12 horas de vida, com peso de nascimento de 3,400g, filho de mãe com amniorrexe 24 h antes do parto, apresenta letargia e recusa alimentação. Qual es a conduta médica correta?
RN com fatores de risco (amniorrexe prolongada) e sintomas de sepse (letargia, recusa alimentar) → iniciar investigação completa (hemograma, PCR, hemocultura, líquor) e ATB empírica IMEDIATAMENTE.
A sepse neonatal é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento agressivo. Fatores de risco maternos, como amniorrexe prolongada, combinados com sinais clínicos inespecíficos no RN, como letargia e recusa alimentar, justificam a coleta de exames para investigação e o início imediato da antibioticoterapia empírica de amplo espectro, sem aguardar resultados, para evitar a progressão da doença e suas complicações graves.
A sepse neonatal é uma síndrome clínica de disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada à infecção, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos. A sepse de início precoce (nas primeiras 72 horas de vida) está frequentemente associada a fatores de risco maternos e intraparto, como a amniorrexe prolongada, que permite a ascensão de microrganismos do trato genital materno. Os sinais clínicos em neonatos são frequentemente inespecíficos e sutis, incluindo letargia, recusa alimentar, instabilidade térmica, desconforto respiratório e icterícia, o que torna o diagnóstico um desafio. Diante da suspeita de sepse neonatal, especialmente na presença de fatores de risco e sintomas, a conduta médica deve ser proativa e rápida. Isso envolve a coleta de exames laboratoriais para investigação, como hemograma completo, proteína C reativa (PCR) e hemoculturas. A punção lombar para análise de líquor é crucial para descartar meningite, uma complicação grave da sepse neonatal. É imperativo que, após a coleta das culturas, a antibioticoterapia empírica de amplo espectro seja iniciada imediatamente, sem aguardar os resultados, devido à rápida progressão da doença e ao potencial de desfechos adversos. O tratamento empírico geralmente inclui uma combinação de antibióticos que cubram os patógenos mais comuns na sepse neonatal precoce, como estreptococos do grupo B e Escherichia coli. A reavaliação clínica e laboratorial é contínua, e a antibioticoterapia pode ser ajustada uma vez que os resultados das culturas e os testes de sensibilidade estejam disponíveis. A vigilância e o manejo agressivo são essenciais para melhorar o prognóstico desses pacientes vulneráveis.
Os principais fatores de risco incluem amniorrexe prolongada (>18 horas), corioamnionite materna, prematuridade, febre materna intraparto, colonização materna por Streptococcus agalactiae (GBS) não tratada e infecção urinária materna não tratada.
Na suspeita de sepse neonatal, devem ser solicitados hemograma completo com diferencial, proteína C reativa (PCR), hemocultura, e, dependendo da apresentação clínica, cultura de líquor (punção lombar) e urocultura. Radiografia de tórax pode ser considerada se houver sinais respiratórios.
A antibioticoterapia deve ser iniciada imediatamente após a coleta das culturas devido à alta morbidade e mortalidade associadas à sepse neonatal. O atraso no tratamento aumenta significativamente o risco de complicações graves, como meningite e óbito.
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