UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Sobre a sepse neonatal precoce responda V (verdadeiro) ou F (falso) e escolha a alternativa correta:( ) Pode ter evolução fulminante.( ) Tem início até o décimo dia de vida.( ) Os germes envolvidos são geralmente os que colonizam o trato genitorurinário materno.( ) A quimioprofilaxia intraparto com penicilina diminui a incidência de sepse por SGB.( ) A antibioticoterapia empírica recomendada é a associação de uma penicilina com um aminoglicosídeo.
Sepse neonatal precoce: início <72h (até 7d), germes maternos, evolução fulminante, ATB empírico = penicilina + aminoglicosídeo.
A sepse neonatal precoce é uma condição grave com alta mortalidade, geralmente adquirida no período intraparto. O tratamento empírico deve cobrir os principais patógenos maternos, como SGB e E. coli, justificando a combinação de penicilina/ampicilina com um aminoglicosídeo.
A sepse neonatal precoce é uma síndrome clínica de infecção sistêmica que ocorre nas primeiras 72 horas de vida (alguns autores estendem até 7 dias), sendo uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. Sua etiologia está frequentemente ligada a microrganismos adquiridos da mãe durante o parto, como Streptococcus agalactiae (SGB) e Escherichia coli, que colonizam o trato genitourinário materno. A rápida identificação e intervenção são cruciais devido à sua potencial evolução fulminante. O diagnóstico é desafiador devido à inespecificidade dos sinais e sintomas, que podem incluir letargia, dificuldade respiratória, instabilidade térmica e dificuldade alimentar. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em recém-nascidos com fatores de risco maternos, como febre intraparto, ruptura prolongada de membranas ou colonização materna por SGB não tratada. A quimioprofilaxia intraparto com penicilina ou ampicilina é uma medida preventiva eficaz contra a sepse por SGB. O tratamento empírico inicial deve ser instituído prontamente, mesmo antes da confirmação laboratorial, e geralmente consiste na associação de uma penicilina (ampicilina ou penicilina G) com um aminoglicosídeo (gentamicina), para garantir cobertura ampla contra os patógenos mais comuns. A duração da terapia e a necessidade de ajustes dependem da evolução clínica e dos resultados das culturas.
Os principais germes são aqueles que colonizam o trato genitourinário materno, como Streptococcus agalactiae (SGB), Escherichia coli e outros bacilos Gram-negativos.
A terapia empírica padrão é a associação de uma penicilina (ampicilina ou penicilina G) com um aminoglicosídeo (gentamicina), visando cobrir Gram-positivos e Gram-negativos.
A quimioprofilaxia intraparto com penicilina é altamente eficaz na redução da incidência de sepse neonatal precoce causada por Streptococcus agalactiae (SGB).
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