Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Recém-nascido de 37 semanas, nascido de parto vaginal; mãe apresentou febre intraparto, RN evoluiu sem outros sintomas, entretanto com 26 horas de vida a recém-nascida apresentava-se hipoativa, vômitos e temperatura axilar de 38,1ºC. Realizado punção lombar o Líquor que evidenciou: 198mg/dL de proteínas 350 leucócitos/ mm3. Qual o provável agente etiológico?
RN com febre intraparto + sepse precoce + meningite → suspeitar de Streptococcus agalactiae (GBS).
A sepse neonatal precoce, especialmente com sinais de meningite e história de febre intraparto materna, tem como principal agente etiológico o Streptococcus agalactiae (GBS). Os achados liquóricos de proteinorraquia e pleocitose são compatíveis com meningite bacteriana.
A sepse neonatal precoce é uma síndrome clínica de infecção sistêmica que ocorre nas primeiras 72 horas de vida, embora alguns autores estendam até 7 dias. É uma condição grave com alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento e tratamento imediatos. Os agentes etiológicos mais comuns são bactérias adquiridas da mãe durante o parto, sendo o Streptococcus agalactiae (GBS) o principal patógeno, seguido por Escherichia coli e outros bacilos Gram-negativos. A história de febre intraparto materna é um fator de risco significativo para sepse neonatal precoce, sugerindo uma infecção ascendente. Os sinais clínicos em recém-nascidos são inespecíficos e podem incluir hipoatividade, vômitos, dificuldade respiratória, instabilidade térmica (febre ou hipotermia) e irritabilidade. A suspeita clínica deve ser alta em qualquer RN com fatores de risco e sintomas. O diagnóstico de meningite neonatal é confirmado pela análise do líquido cefalorraquidiano (LCR). Achados como pleocitose (leucócitos > 20-30/mm³ em RN a termo, > 50/mm³ em prematuros), proteinorraquia elevada (> 150 mg/dL) e glicorraquia baixa (< 40 mg/dL ou < 50% da glicemia) são indicativos de meningite bacteriana. O tratamento empírico deve cobrir os patógenos mais prováveis, geralmente com ampicilina e um aminoglicosídeo ou cefalosporina de terceira geração.
Os principais fatores incluem prematuridade, ruptura prolongada de membranas (>18h), febre materna intraparto, corioamnionite, colonização materna por GBS e infecção urinária materna.
Achados como pleocitose (aumento de leucócitos, especialmente polimorfonucleares), proteinorraquia elevada e glicorraquia baixa são sugestivos de meningite bacteriana.
O Streptococcus agalactiae (GBS) é uma bactéria que coloniza o trato gastrointestinal e geniturinário de gestantes, podendo ser transmitido verticalmente durante o parto, causando infecções graves no recém-nascido.
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