Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
Dos agentes abaixo, qual é o MENOS provável de causar sepse neonatal de início precoce?
Sepse neonatal precoce: EGB, E. coli, L. monocytogenes são comuns. S. pneumoniae é raro.
A sepse neonatal de início precoce é geralmente causada por patógenos adquiridos verticalmente durante o parto. Os agentes mais comuns são Estreptococos do grupo B (EGB), E. coli e Listeria monocytogenes. Streptococcus pneumoniae é um agente etiológico muito menos provável neste contexto.
A sepse neonatal é uma síndrome clínica de infecção sistêmica que ocorre em neonatos, sendo uma das principais causas de morbimortalidade nesse grupo. A sepse de início precoce é definida como aquela que se manifesta nas primeiras 72 horas de vida (alguns autores estendem até 7 dias) e é geralmente adquirida verticalmente, ou seja, transmitida da mãe para o feto durante a gestação ou, mais comumente, durante o parto. A compreensão dos agentes etiológicos é fundamental para a escolha da antibioticoterapia empírica inicial, que deve ser prontamente instituída devido à rápida progressão da doença. A incidência varia, mas é maior em prematuros e recém-nascidos de baixo peso.Os principais agentes etiológicos da sepse neonatal de início precoce são o Estreptococos do grupo B (EGB), responsável por uma parcela significativa dos casos, e bactérias Gram-negativas entéricas, com destaque para a Escherichia coli. Outro patógeno importante, embora menos frequente, é a Listeria monocytogenes. Esses microrganismos são encontrados no trato genital materno e podem ser transmitidos ao neonato durante a passagem pelo canal de parto. Em contraste, o Streptococcus pneumoniae é um agente etiológico incomum para a sepse neonatal de início precoce, sendo mais associado a infecções adquiridas na comunidade em crianças maiores ou adultos.O tratamento da sepse neonatal precoce envolve suporte intensivo e antibioticoterapia empírica de amplo espectro, que geralmente inclui uma penicilina (ampicilina) combinada com um aminoglicosídeo (gentamicina) para cobrir os principais patógenos Gram-positivos e Gram-negativos. A cultura de sangue é essencial para o diagnóstico definitivo e para o ajuste da terapia antimicrobiana. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento, bem como da virulência do agente e das condições do neonato. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais de sepse e iniciar o manejo adequado, considerando os patógenos mais prováveis.
Os principais agentes são o Estreptococos do grupo B (EGB), Escherichia coli e outras bactérias Gram-negativas entéricas, e Listeria monocytogenes. Esses patógenos são geralmente adquiridos durante o parto.
O Streptococcus pneumoniae não é um patógeno comummente transmitido verticalmente durante o parto. Ele é mais frequentemente associado a infecções respiratórias e sepse em crianças mais velhas ou adultos, não sendo um agente típico da sepse neonatal precoce.
A identificação dos agentes é crucial para guiar a escolha do antibiótico empírico inicial, que deve cobrir os patógenos mais prováveis, e para otimizar o tratamento após a cultura e antibiograma.
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