HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2015
Assinale a alternativa que apresenta importante exame laboratorial que caracteriza diagnóstico de infecção bacteriana no período neonatal.
Sepse neonatal → PCR elevada é um marcador inflamatório importante para diagnóstico e acompanhamento.
A Proteína C-Reativa (PCR) é um reagente de fase aguda que se eleva rapidamente em resposta a processos inflamatórios e infecciosos, sendo um dos principais marcadores laboratoriais para o diagnóstico e monitoramento da sepse neonatal.
A sepse neonatal é uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos, especialmente em prematuros. Sua incidência varia, mas é uma condição grave que exige diagnóstico e tratamento precoces. A apresentação clínica é frequentemente inespecífica, o que torna os exames laboratoriais essenciais para a suspeita e confirmação diagnóstica. A fisiopatologia da sepse envolve uma resposta inflamatória sistêmica à infecção. O diagnóstico é um desafio devido à imaturidade do sistema imunológico neonatal. A Proteína C-Reativa (PCR) é um reagente de fase aguda sintetizado pelo fígado em resposta à inflamação. Seus níveis se elevam rapidamente (em 6-8 horas) e atingem o pico em 24-48 horas após o estímulo inflamatório, tornando-a um marcador útil para infecção bacteriana, embora não seja específica. No manejo da sepse neonatal, a PCR é utilizada tanto para o diagnóstico inicial quanto para o monitoramento da resposta ao tratamento antibiótico. Níveis persistentemente elevados ou em ascensão podem indicar falha terapêutica ou complicação. É importante correlacionar os resultados da PCR com o quadro clínico e outros exames, como a hemocultura (padrão ouro para confirmação etiológica) e o hemograma, para uma avaliação completa e direcionamento adequado da conduta.
Os sinais são inespecíficos e podem incluir letargia, irritabilidade, dificuldade para mamar, instabilidade térmica, taquipneia, bradicardia, hipotensão e cianose.
Hemograma completo com contagem diferencial de leucócitos (especialmente a relação I:T de neutrófilos), hemocultura (padrão ouro), procalcitonina e gasometria são exames complementares importantes.
Uma relação I:T elevada (>0,2) indica um desvio à esquerda significativo, sugerindo uma resposta medular intensa à infecção e a liberação de formas jovens de neutrófilos na circulação.
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