UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
RN internado na UTI neonatal evoluiu para septicemia. Assinale a alternativa correta:
Sepse neonatal: principal causa de morbimortalidade, diagnóstico difícil por baixa sensibilidade da cultura, exige alta suspeita clínica.
A sepse neonatal é uma infecção bacteriana grave que representa a principal causa de morbimortalidade em recém-nascidos. Seu diagnóstico precoce é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas e à baixa sensibilidade dos exames de cultura, exigindo alta suspeita clínica e tratamento empírico imediato.
A sepse neonatal é uma síndrome clínica de infecção sistêmica que ocorre nos primeiros 28 dias de vida, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade em recém-nascidos, especialmente em prematuros. Ela pode ser classificada como precoce (geralmente nas primeiras 72 horas a 6 dias de vida, adquirida verticalmente da mãe) ou tardia (após 72 horas ou 7 dias, adquirida na comunidade ou no ambiente hospitalar). Os sinais e sintomas da sepse neonatal são frequentemente inespecíficos, podendo incluir letargia, hipotonia, dificuldade respiratória, instabilidade térmica, intolerância alimentar e icterícia. Isso torna o diagnóstico precoce um desafio significativo. Embora a hemocultura seja o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo, sua sensibilidade é relativamente baixa em neonatos, e o resultado pode demorar, o que exige alta suspeita clínica e intervenção imediata. Devido à gravidade e à rápida progressão da sepse neonatal, a conduta inicial em casos suspeitos é a coleta de culturas (hemocultura, urocultura, líquor) e o início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo os patógenos mais comuns (como GBS e E. coli para sepse precoce). A escolha do antibiótico pode ser ajustada após a identificação do agente etiológico e o antibiograma. O suporte hemodinâmico e respiratório também são fundamentais no manejo desses pacientes críticos.
Os principais patógenos da sepse neonatal precoce, adquirida no período periparto, são o Streptococcus agalactiae (GBS) e a Escherichia coli (E. coli), sendo esta última um Gram-negativo importante.
O diagnóstico é difícil devido à inespecificidade dos sinais e sintomas (hipotonia, letargia, dificuldade respiratória, instabilidade térmica) e à baixa sensibilidade dos exames de cultura, como a hemocultura, que pode ser negativa mesmo na presença de infecção.
O tratamento empírico com antibióticos de amplo espectro é de suma importância e deve ser iniciado imediatamente após a coleta de culturas, devido à rápida progressão da sepse neonatal e ao risco elevado de morbimortalidade se houver atraso no tratamento.
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