Sepse Neonatal: GBS como Principal Fator de Risco

UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024

Enunciado

A sepse neonatal é uma condição multissistêmica de origem bacteriana, viral ou fúngica, sendo importante causa de morbidade e mortalidade. Qual é o principal fator de risco para o desenvolvimento de sepse neonatal?

Alternativas

  1. A) Prematuridade
  2. B) Infecção materna por Streptococcus do grupo B
  3. C) Baixo peso ao nascer
  4. D) Uso de antibióticos durante a gestação
  5. E) Idade materna avançada

Pérola Clínica

O principal fator de risco para sepse neonatal precoce é a infecção materna por Streptococcus do grupo B (GBS).

Resumo-Chave

A sepse neonatal é uma condição grave, e a infecção materna por Streptococcus do grupo B (GBS) é reconhecida como o principal fator de risco para a sepse neonatal de início precoce. A transmissão vertical do GBS durante o parto é a via mais comum, tornando o rastreamento materno e a profilaxia antibiótica intraparto medidas cruciais para a prevenção.

Contexto Educacional

A sepse neonatal é uma síndrome clínica de infecção sistêmica que ocorre nos primeiros 28 dias de vida, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade neonatal em todo o mundo. É classificada em sepse de início precoce (EONS - Early-Onset Neonatal Sepsis), que ocorre nas primeiras 72 horas de vida e é geralmente adquirida por transmissão vertical durante o parto, e sepse de início tardio (LONS - Late-Onset Neonatal Sepsis), que ocorre após 72 horas e é frequentemente associada a infecções nosocomiais ou adquiridas na comunidade. O Streptococcus do grupo B (GBS), ou Streptococcus agalactiae, é o agente etiológico mais comum da sepse neonatal de início precoce. A colonização materna por GBS no trato geniturinário é o principal fator de risco para a transmissão vertical. Outros fatores de risco incluem prematuridade, ruptura prolongada de membranas (>18 horas), febre materna intraparto e infecção urinária materna por GBS. A prevenção da sepse neonatal por GBS é uma prioridade em obstetrícia e neonatologia. Isso é feito através do rastreamento de todas as gestantes para colonização por GBS entre 35 e 37 semanas de gestação. Em caso de resultado positivo ou presença de outros fatores de risco, a profilaxia antibiótica intraparto (com penicilina G ou ampicilina) é administrada para reduzir a transmissão vertical e, consequentemente, a incidência de sepse neonatal precoce.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de sepse neonatal?

Os sinais de sepse neonatal são inespecíficos e podem incluir letargia, dificuldade respiratória, hipotermia ou febre, dificuldade para mamar, irritabilidade, icterícia, taquicardia ou bradicardia, e má perfusão.

Como prevenir a sepse neonatal por Streptococcus do grupo B?

A prevenção envolve o rastreamento de gestantes para GBS entre 35 e 37 semanas de gestação e a administração de profilaxia antibiótica intraparto (geralmente penicilina ou ampicilina) para aquelas com resultado positivo ou outros fatores de risco.

Qual a diferença entre sepse neonatal precoce e tardia?

A sepse neonatal precoce ocorre nas primeiras 72 horas de vida (alguns consideram até 7 dias) e geralmente é adquirida verticalmente (ex: GBS). A sepse tardia ocorre após 72 horas (ou 7 dias) e é frequentemente nosocomial ou adquirida na comunidade.

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